42% dos brasileiros compram produtos pirateados

Cerca de 42% dos brasileiros, o equivalente a 79 milhões de pessoas, compram produtos pirateados. A conclusão é de levantamento feito pela Fecomércio-Rio, em parceria com o instituto Ipsos, em nove regiões metropolitanas do País. O preço baixo é o principal motivo da escolha por parte dos consumidores da pirataria, citado por 93% dos entrevistados.Segundo o secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Barcelos, o País deixa de arrecadar em impostos cerca de R$ 30 bilhões por conta da pirataria e outras formas de comércio ilegal, conforme estimativas do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco). Barcelos participou da divulgação da pesquisa da Fecomércio.Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, com base em pesquisa feita com mil pessoas, em 70 cidades. Além do custo mais baixo das mercadorias pirateadas, outras razões apontadas para a compra deste tipo de produto são a facilidade para encontrar produtos ilegais (para 9% dos entrevistados) e a disponibilidade no mercado antes da venda dos produtos originais (4%).Os CDs ganham com folga no ranking dos produtos falsos mais comercializados. São comprados por 86% dos consumidores, seguidos de DVDs (35%), relógios e óculos (6%), além de roupas, calçados, bolsas, tênis e brinquedos (5%). Na avaliação do presidente da Fecomércio-Rio, Orlando Diniz, a alta carga tributária é uma das principais causas do avanço do comércio ilegal de produtos no País."Fabricantes, distribuidores e comerciantes informais não arcam com tributos, encargos trabalhistas, direitos autorais e todas as obrigações do mercado formal", comenta Diniz. Para o secretário do Conselho, contudo, problema não se resume à carga tributária. "Há vários fatores que contribuem para formar o problema", afirmou. Ainda assim, indicou que o conselho está aberto a receber estudos do setor privado sobre o assunto.A pesquisa também perguntou que tipo de produtos pirateados os consumidores não levariam para casa: aparelhos eletrônicos ficaram na liderança da lista, citados por quase metade (49%) dos entrevistados pela pesquisa. No universo de pessoas que dizem não comprar produtos pirateados, que soma 58% da população, um dos principais motivos é a baixa qualidade destes produtos, citado por quatro em cada dez pessoas.

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