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Quase metade dos brasileiros vai utilizar 13º para pagar dívida

Pesquisa encomendada pela Fiesp mostra que 46% dos brasileiros vão usar os recursos extras para quitar débitos, o maior porcentual da série iniciada em 2009

Mateus Fagundes , O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 11h45

Quase metade dos brasileiros pretende utilizar o 13º salário para pagar dívidas, aponta pesquisa do instituto Ipsos encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O levantamento mostra que o porcentual de entrevistados que querem quitar débitos com os recursos do salário extra saltou de 30% em 2014 para 46% este ano, o patamar mais alto da série histórica, iniciada em 2009.

Ao mesmo tempo, a quantidade de entrevistados que pensam em utilizar o décimo terceiro para fazer compras de Natal oscilou de 19% para 18% entre o ano passado e este, o menor porcentual desde o início da pesquisa.

Diferente do ano passado, quando boa parte dos entrevistados (30%) pretendia poupar ou investir, apenas 14% devem fazer isso em 2015. Também houve diminuição, de 15% para 6%, daqueles que pretendem gastar com viagem.

"A utilização do 13º para o pagamento de dívida foi muito mais citada que a opção compras de Natal e também poupar ou investir, o que pode indicar que as famílias realmente estão com dificuldades financeiras neste ano", diz a nota técnica da Fiesp.

Já o número de entrevistados que pretendem reformar a casa com o décimo terceiro subiu de 7% para 10%. Outras intenções menos mencionadas somaram 9%, enquanto 24% não sabem como irão destinar o dinheiro. Os entrevistados poderiam escolher mais de uma opção - por isso os resultados somam mais de 100%.

A pesquisa mostrou também que 33% não devem comprar presentes em 2015. O total daqueles que vão comprar produtos mais baratos subiu de 11% para 23%, enquanto o dos que vão adquirir presentes mais caros baixou de 14% para 6%. Os entrevistados que pretendem comprar produtos com igual valor ao do ano anterior ficou estável em 26%. Os 12% restantes não souberam ou não opinaram.

Perguntados sobre a situação financeira, na comparação com o fim do ano anterior, também houve piora na percepção dos entrevistados. Quase a metade (48%) se considera sem possibilidade de contrair dívidas, a maior porcentagem da série histórica. No ano passado, esse grupo era de 29%.

A pesquisa foi idealizada pela Fiesp e realizada pelo Ipsos. Foram ouvidas 1.200 pessoas em todo o território nacional entre os dias 15 e 29 de outubro.

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