47% das companhias admitem ocorrência de fraudes

Quase metade, ou 47%, das companhias entrevistadas pela consultoria Ernst & Young no mundo admitiu algum tipo de fraude no ano passado. A consultoria considera que os escândalos corporativos estão obrigando os executivos a dar mais atenção às políticas e procedimentos para controlar e atenuar fraudes.Pela primeira vez, o levantamento, realizado há oito anos, mostrou que mais da metade das companhias consultadas estabeleceram normas para lidar com um comportamento fraudulento um aumento significativo em relação há dois anos, quando apenas um terço possuía políticas para esta questão.As adulterações não se limitaram a uma região, setor ou tamanho de empresa em particular, mas um volume maior de irregularidades foi cometido em países menos desenvolvidos, como os da África. Segundo a pesquisa, 13% das perdas causadas por fraude foram acima de US$ 1 milhão. Mas as empresas afirmaram que estão recuperando até 51% das perdas financeiras, proporção maior do que em anos anteriores.A consultoria entrevistou diretores de 100 companhias com atuação em sete setores, no mundo todo, ao longo dos últimos meses. Os executivos receberam um questionário para medir o quanto as operações foram afetadas e como administraram esse risco. Dois terços das empresas consultadas estão mais preocupadas com a apropriação indébita de ativos do que qualquer outro tipo de fraude.Crimes cibernéticos e corrupção foram citados em metade das respostas. Controle interno, revisão administrativa e auditoria interna surgiram como as ferramentas mais eficazes para a prevenção ou detecção de fraudes. Quando se trata de investigar uma fraude, um em cada cinco entrevistados afirmou que os serviços forenses são a melhor solução. Daqueles que já usaram este tipo de recurso, 88% se disseram satisfeitos.Nesta edição da pesquisa, os diretores mostraram uma melhor aceitação de delatores, como uma maneira de descobrir fraudes, em comparação às pesquisas anteriores. Apesar de a informação eletrônica ser amplamente usada no mundo corporativo, provas eletrônicas, como e-mails, não são usadas em 95% das investigações de fraudes.

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