Andrew Gombert/EFE
Andrew Gombert/EFE

4G atrai 40% dos usuários do 3G Mesmo com a crise, Gomes da Costa fará nova fábrica no País

Principal barreira para a migração de tecnologia é o valor dos novos aparelhos

O Estado de S. Paulo

11 Maio 2015 | 02h04

Quase 40% dos usuários do serviço 3G no Brasil pretendem migrar para a tecnologia 4G, que tem velocidades comparáveis às obtidas no uso de um computador, enquanto o porcentual entre aqueles que utilizam o 2G é de 20%, mostra estudo elaborado pelo ConsumerLab, área da Ericsson que estuda o comportamento de consumidores de tecnologia.

A principal barreira para a migração é o custo dos aparelhos com a tecnologia 4G, além da necessidade de aderir a um plano de internet específico em algumas operadoras, também mais caro, de acordo com André Gualda, especialista do ConsumerLab da Ericsson na América Latina. "Os aparelhos com a tecnologia 4G (smartphones ou tablets) são mais raros e caros no Brasil. Não há tantas opções, por exemplo, abaixo de R$ 1.000, enquanto no caso do 3G é possível comprar aparelhos por R$ 300", afirma.

Gualda destaca também que a estrutura do 4G ainda é limitada no País. Pelo cronograma de implantação, as cidades com mais de 30 mil habitantes terão acesso à tecnologia em 2017 - até o fim deste ano, serão contempladas aquelas com mais de 200 mil moradores.

No ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), realizou o segundo leilão dessa tecnologia, na faixa de 700 megahertz, atualmente usada por emissoras de TV, para a expansão do 4G no País. O primeiro, da faixa de 2,5 GHz, foi realizado em junho de 2012.

A respeito do menor interesse dos usuários de 2G pela tecnologia mais avançada, o especialista afirma que a necessidade de melhora é maior entre aqueles que testam uma tecnologia mais avançada.

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Primeira Pessoa

Alberto Encinas, presidente da Gomes da Costa

A Gomes da Costa, empresa que pertence ao grupo espanhol Calvo e fatura R$ 1,2 bilhão por ano no Brasil, está investindo na expansão de seus negócios, apesar da crise. Segundo Alberto Encinas, presidente da companhia, a meta é transformar o negócio numa empresa de alimentos, que vende não apenas produtos como sardinha e atum, mas também conservas como aspargos, palmito e alcachofra. Além disso, a Gomes da Costa prevê abrir em 2016 uma fábrica que aproveitará resíduos de peixe para fabricar rações.

A empresa cresceu 20% nos últimos três anos. Com a crise, esse ritmo vai ser reduzido?

Nos últimos anos, conseguimos ganhar mercado - hoje, temos 51% na sardinha e 63% no salmão. Como esse processo já está adiantado, vamos naturalmente crescer menos. Para este ano, previmos expansão de 7% no nosso orçamento, que já olhava de forma mais conservadora para 2015.

Além de a empresa ganhar fatia de mercado, ela tem ajudado a aumentar o consumo de peixe no País?

Hoje, o brasileiro consome entre 9 e 10 kg de peixe por ano. Em enlatados, são cerca de 600 gramas. Desde que o Grupo Calvo assumiu a empresa, há dez anos, o consumo de peixe em conserva praticamente dobrou. Acho que fizemos a nossa parte.

A empresa tem projetos de expansão no horizonte de curto prazo?

Estamos procurando um terreno para uma fábrica própria que aproveitará os subprodutos de nossas matérias-primas - hoje, vendemos esses resíduos. Só 45% do atum vai para a lata. Como o produto é rico em Ômega 3 e Ômega 6, vamos aproveitá-lo primeiro para a fabricação de rações e depois para produtos para consumo humano. Nossa ideia é estar com a unidade funcionando em 2016.

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