5G acelera busca por soluções tecnológicas no agro e nas cidades
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5G acelera busca por soluções tecnológicas no agro e nas cidades

Com apoio da Embratel, empresas promovem inovação em diferentes áreas

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 08h00

Enquanto o País espera a entrada no ar das primeiras redes 5G em frequência exclusiva nos grandes centros, um movimento de pesquisa e desenvolvimento de negócios e aplicações com base na tecnologia ganha força com o apoio de fabricantes, operadoras e provedoras de serviços e soluções digitais, empresas de várias áreas, centros de pesquisa, universidades e laboratórios.

No Brasil, já surgiram soluções inovadoras, como o primeiro caixa eletrônico 5G da América Latina, lançado em conjunto pela Embratel e pela TecBan. Entre as funcionalidades, estão a disponibilidade de soluções de atendimento por videoconferência e a possibilidade de o equipamento funcionar como hotspot.

A empresa também investe na inauguração de data centers edge, em solução denominada de Embratel Cloud Edge – os equipamentos que hospedarão aplicações, trazendo-as para a “borda” da rede 5G, de modo a reduzir ainda mais a latência. Três já funcionam (em São Paulo, Curitiba e Brasília). A meta é chegar a 12 até o fim do ano que vem.

“O aumento de dispositivos, especialmente de internet das coisas (IoT), que demandam transmissão de grandes volumes de dados, exige o melhor aproveitamento da largura de banda. O Embratel Cloud Edge fornece menor latência, economia de banda, descentralização do processamento dos dados, estabilidade e disponibilidade constante para operações críticas”, afirma Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais da Embratel.

Na área do agro, onde o 5G apresenta grande potencial, a Embratel e a Claro se uniram à SLC Agrícola em um projeto para desenvolvimento de casos de uso como a integração de novos sensores e drones ao maquinário, permitindo ampliar a capacidade analítica e a produtividade. Uma fazenda, em Goiás, serve de ponto de testes.

Outras pesquisas e parcerias da Embratel compreendem a cobertura de rede 5G onde estão empresas de portes e segmentos diferentes, para fins de pesquisa e desenvolvimento com interfaces open, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), e o campus universitário totalmente conectado para pesquisa e desenvolvimento de soluções para setores como indústria 4.0, setor automotivo, cidades inteligentes, telemedicina, educação e outras, na Facens, em Sorocaba (SP).

Além disso, a empresa fomenta pesquisa na área de indústria 4.0 com implementação real de conectividade 5G em um linha de produção, a primeira na América Latina, com a abertura para testes e aplicações em diversos cenários de produção, nas áreas de robótica, IoT, smart things e transmissão de informações em tempo real, na fábrica da Weg em Jaraguá do Sul (SC).

Operadoras terão que investir em contrapartidas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu diversas contrapartidas para as operadoras em troca da outorga e da exploração das frequências do 5G no País. As empresas que obtiveram a faixa de 26 GHz, por exemplo, terão que investir R$ 7,6 bilhões em um programa destinado a levar internet de qualidade às escolas públicas. Todo o planejamento será feito por um grupo formado por representantes das empresas, dos Ministérios da Educação e das Comunicações e da Anatel.

Outra obrigação: construir, em até quatro anos, e a um custo de R$ 1 bilhão, uma rede privativa, combinando tecnologias fixa e móvel, para uso do Governo Federal, na faixa de 3,5 GHz. Essa rede terá que ser criptografada e operar em todas as capitais, além do Distrito Federal.

As operadoras que levarem os lotes dessa faixa terão de formar uma empresa administradora, que, além de construir a rede privativa, terá duas outras responsabilidades: levar internet para a Região Amazônica e migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de 3,5 GHz para o 5G.

Uma terceira contrapartida: as operadoras terão de ofertar sinal 4G em cerca de 500 municípios brasileiros com mais de 600 habitantes, ainda sem cobertura completa, e em 27 mil quilômetros de rodovias federais que atualmente não contam com a tecnologia, até 2029. Metade dos trechos indicados no edital deverão já estar cobertos até 2025.

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