87% das empresas têm dificuldade para investir, diz FGV

Pesquisa feita com 820 companhias indica piora na expectativa para este ano; em 2008, índice era de 43%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

16 de junho de 2009 | 08h50

A maioria dos empresários ainda sente dificuldade em realizar seus projetos de investimento, esse ano. A Sondagem de Investimentos da Indústria, levantamento divulgado há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado entre os dias 15 de abril e 29 de maio em um universo de 820 empresas, mostra que 87% do total de empresas pesquisadas apontam algum tipo de dificuldade para realizar investimentos esse ano. O porcentual com essa mesma resposta era de 43% em igual período no ano passado.

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Ainda segundo a FGV, no total de empresas que estão com alguma dificuldade para investir, 50% apontam o cenário incerto da demanda como principal fator inibidor de investimentos. Esse porcentual, de acordo com a fundação, é apontado como "a maior frequência relativa da série histórica iniciada em 2004". A limitação de recursos vem a seguir, lembrada por 35% das empresas; seguido de perto por carga tributária elevada, citada como obstáculo por 29% das empresas que apontaram alguma dificuldade em investir esse ano.

Para a fundação, a pesquisa revela que as perspectivas para o investimento produtivo no setor industrial são, neste ano, menos favoráveis que as observadas no ano anterior. A fundação informou, em seu comunicado, que em relação a 2008, na comparação com os investimentos realizados em 2007, as empresas informaram um porcentual médio de crescimento de investimentos da ordem de 16,0%. Para esse ano, as empresas apostam em crescimento de 7,8% em seus investimentos em relação ao ano passado.

Sobre os motivos para investir, a expansão da capacidade produtiva foi apontada por 24% do total das empresas pesquisadas. A FGV revelou ainda que, entre 2008 e 2009, subiu de forma a expressiva a fatia de empresas que afirmam estar sem programa de investimento no momento: 26% do total, sendo esse o maior nível desde 2003 (28%).

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