Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

A aliados, Temer nega acordo fechado sobre dívida dos Estados

Segundo interlocutores, presidente interino deixou claro que o governo ainda estuda propostas; Planalto avalia que deputados usam discurso para pressionar o governo

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2016 | 18h51

BRASÍLIA - Apesar de ter recebido o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e líderes da base aliada na Câmara para tratar do projeto de renegociação de dívida dos Estados, que o governo tem pressa para votar, o presidente em exercício, Michel Temer, não gostou do noticiário que tratou como definida a postura do governo em relação a retirada dos gastos de despesas de pessoal na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Segundo interlocutores, Temer deixou claro aos líderes que o governo ainda "está estudando" as propostas. De acordo com uma fonte, Meirelles fez um discurso bastante ortodoxo aos deputados explicando a medida. Na avaliação do Planalto, os deputados estão usando o discurso de que o "acordo já está fechado" para tentar pressionar o governo.

As declarações do líder do governo, André Moura (PSC-PE), estão sendo acompanhadas de perto no Planalto. Alçado à condição de líder do governo na Câmara com as bênçãos do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o nome de Moura já tem recebido algumas contestações de partidos da base aliada.

No Planalto, a ordem é esperar para ver o desempenho de Moura, no entanto, Temer, segundo fontes, não gostou de ver nos jornais hoje que o governo já teria decidido pelo "recuo". Segundo disseram os líderes que estiveram com Temer nesta segunda-feira, 1º, no Jaburu, o governo teria aceitado retirar do cálculo de despesas com pessoal na LRF gastos, como terceirização e auxílios, das assembleias legislativas, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunais de Contas na esfera estadual. A regra de transição acertada duraria 10 anos. Como contrapartida, essas despesas não poderão crescer mais que a inflação do ano anterior.

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