A América Latina vive seu momento mais democrático, diz historiador

Jerry Dávila, da Universidade de Illinois, avalia, porém, que transição gradativa para a democracia no Brasil ainda é incompleta

O Estado de S.Paulo

10 de março de 2016 | 07h00

SÃO PAULO - O presidente da Conferência em História Latino-Americana e atual diretor do Lemann Institute for Brazilian Studies da Universidade de Illinois, Jerry Dávila, avalia que a América Latina vive o seu momento mais democrático, processo que vem tomando força nos últimos 25 anos. 

Sobre o momento político do Brasil, o historiador analisa que ainda há um rastro deixado pelo regime militar, o que torna a transição para a democracia em um processo ainda em andamento. Nesse sentido, o acesso à informação sobre os anos em que o País viveu sob o regime ditatorial é crucial. 

"Temos uma Constitução altamente moderna, sofisticada, que tem em seu DNA uma preocupação com direitos humanos e respeito às diferenças. O acesso a esses direitos ainda é um desafio", pontua Dávila. "É uma Constituição que foi criada nos primeiros passos de um projeto de  democratização em uma sociedade que não teve uma ruptura política e econômica com o modelo autoritário que gerou aquela nova República", reflete o históriador. 

A entrevista foi gravada durante o Lemann Dialogue, uma conferência que reúne alunos bolsistas da Fundação Lemann das Universidades de Columbia, Harvard, Illinois e Stanford. 

O conteúdo integra a plataforma UM BRASIL, idealizada pela FecomercioSP, que nesta série conta com a parceria do Columbia Global Center no Rio de Janeiro e do Lemann Center for Brazilian Studies da Universidade Columbia.

As gravações aconteceram em Nova York, entre os dias 16 e 20 de novembro de 2015. Confira a íntegra da entrevista.

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