A Apple volta os olhos para a China

iPhone 5 é arma para melhorar os resultados

/ DOW JONES, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h07

O lucro mais fraco do que o esperado da Apple e o crescimento mais lento da empresa na China geraram preocupações de que a gigante americana do setor de eletrônicos possa estar sentindo os efeitos da desaceleração econômica no país asiático. A esperança dos analistas é de que novos produtos que podem ser lançados no segundo semestre, como o iPhone 5, melhorem o resultado da companhia nos próximos meses.

O lucro da Apple no terceiro trimestre foi de US$ 8,8 bilhões, 20,7% maior que um ano antes. O resultado ficou abaixo do esperado pelos analistas e a taxa de crescimento foi menor do que no trimestre anterior, de 94%.

Essa foi apenas a segunda vez nos últimos 39 trimestres que os resultados da companhia, que é a maior do mundo em valor de mercado, ficaram abaixo do previsto. Assim, as ações caíram 4,32% ontem.

Além do lucro menor, a Apple também registrou vendas abaixo do esperado do iPhone entre abril e junho. Foram vendidos 26 milhões de celulares da Apple no período, enquanto a previsão era de 28 milhões.

Resultado. A receita da Apple na Grande China - a região que inclui a China Continental, Hong Kong, Macau e Taiwan - ficou em US$ 5,7 bilhões no trimestre encerrado em junho, 48% maior que em igual período do ano passado, mas 28% menor do que os US$ 7,9 bilhões registrados no segundo trimestre.

A Grande China, segundo maior mercado da Apple depois dos Estados Unidos, ganha uma importância cada vez maior, em face da enorme demanda potencial por smartphones entre os cerca de 1 bilhão de usuários de celulares na região.

O executivo-chefe da Apple, Tim Cook, disse durante teleconferência com analistas que a queda na receita da China em relação ao segundo trimestre fiscal ocorreu parcialmente por causa de uma "sazonalidade normal" após o lançamento do iPhone 4S, que chegou à China em janeiro e impulsionou a receita nos três meses até março.

Ele destacou também que o novo iPad só estreou no país na semana passada, o que significa que a receita com vendas do tablet não foi incluída no resultado de abril a junho. "Não vimos um impacto óbvio (no trimestre) que associaríamos à economia da China continental", disse Cook.

Para o diretor-gerente da Marbridge Consulting em Pequim, Mark Natkin, muitos consumidores chineses estão contendo as compras de eletrônicos devido à crise econômica, mas há também quem esteja aguardando a chegada do novo iPhone.

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