Alaor Filho/ Agência Estado - 22/10/2004
Alaor Filho/ Agência Estado - 22/10/2004

A Bolsonaro, indústria do aço nega que tenha desabastecimento no mercado e diz estar otimista

Depois de forte impacto da covid-19, a utilização da capacidade instalada da indústria está em 68,4% em novembro e já ultrapassou a de janeiro deste ano

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2020 | 18h34

BRASÍLIA - Representantes da indústria siderúrgica se reuniram nesta sexta-feira, 27, com presidente Jair Bolsonaro. No encontro, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que indústria do aço tem capacidade de abastecer plenamente o mercado interno e está com perspectivas otimistas para 2021.

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e vice-presidente da Gerdau, Marco Faraco, também participou da reunião, que incluiu os ministros Paulo Guedes, da Economia, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Braga Netto, da Casa Civil.

Bolsonaro e os ministro também foram informados que ajustes ainda estão sendo realizados no mercado considerando "a necessidade de reposição de estoques na distribuição e consumidores". Mais cedo, antes do encontro, o instituto organizou coletiva virtual, na qual Lopes negou que houvesse desabastecimento de aço no mercado interno.

Depois de forte impacto da covid-19 no mercado, a utilização da capacidade instalada da indústria está em 68,4% em novembro e já ultrapassou a de janeiro deste ano. Antes, a queda no consumo por causa da crise sanitária fez a indústria brasileira do aço "abafar altos fornos e paralisar outras unidades de produção, chegando a operar com apenas 45% de sua capacidade instalada". 

Em 2021, a expectativa é de aumento de 5,3% nas vendas internas e 5,8% no consumo de produtos siderúrgicos em comparação com este ano. De acordo com a entidade, o otimismo do setor "baseia-se na expectativa de maior consumo de aço na construção civil, nas obras de infraestrutura, e uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável".  

Para este ano, o instituto estima queda de 1% no consumo aparente, que soma vendas internas e importação, e que deve atingir 20,8 milhões de toneladas. Em relação à produção, comparada a de 2019, a indústria brasileira do aço deve decrescer 5,6%, atingindo 30,7 milhões de toneladas este ano. 

No encontro, os representantes também pediram a Bolsonaro melhorias para a competitividade da indústria, "tanto na concorrência dos produtos importados quanto nas exportações". A entidade ressaltou que é preciso que a indústria "tenha pelo menos ressarcimento de seus resíduos tributários".

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