A briga da CSN na Usiminas

Em 2011, disposta a entrar no bloco de controle da Usiminas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, comprou ao longo do ano papéis da siderúrgica mineira na Bolsa de Valores até chegar a deter uma fatia que, a princípio, lhe garantiria um assento no conselho de administração. Também tentou comprar a participação que Votorantim e Camargo Correa detinham na Usiminas, que acabou ficando com a Ternium. Hoje, a CSN possui cerca de 12% das ações ordinárias da Usiminas e 20% das preferenciais

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2015 | 02h06

Como a CSN adquiriu ações da Usiminas que vinham se valorizando com a expectativa de mudança do bloco de controle, a negativa do 'tag along' depois da compra realizada pela Ternium fez com que a CSN se deparasse com perdas após a investida na Usiminas. Em 2012, por exemplo, a CSN realizou reclassificação contábil de suas perdas no investimento em ações na Usiminas, que superaram R$ 1 bilhão.

No ano passado, o Cade determinou que a CSN reduzisse a participação detida na Usiminas. A justificativa foi de que isso evitaria uma "sobreposição" em um mercado de aços planos "extremamente concentrado". Ainda por determinação do Cade, ações da CSN estão com os direitos políticos suspensos.

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