Valdir Pacheco/Sinop-MT
Valdir Pacheco/Sinop-MT

A cada 10 dirigentes do agronegócio, 2 são mulheres

Porcentual de entrevistas autodeclaradas como responsáveis pelo agronegócio aumentou de 12,68% em 2006 para 18,64% em 2017

Daniela Amorim e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 10h00

As mulheres estão mais presentes na agropecuária brasileira: a cada dez chefes de fazenda, dois são do sexo feminino. Os dados fazem parte dos resultados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 11 anos, aumentou a proporção de dirigentes de estabelecimentos agropecuários no País do sexo feminino. O porcentual de entrevistas autodeclaradas como responsáveis pelo agronegócio aumentou de 12,68% em 2006 para 18,64% em 2017.

Nessa edição do Censo Agropecuário, o IBGE coletou também informações sobre cogestão de estabelecimentos agropecuários por casais. Se somadas as mulheres que também administravam os estabelecimentos junto com os maridos, o porcentual de dirigentes do sexo feminino no agronegócio era de 34,75% em 2017: 945.490 responsáveis autodeclaradas e 816.926 em direção conjunta com companheiros, totalizando 1.762.416 de mulheres chefiando a produção agropecuária no País.

“Tem mais mulheres como produtoras, como gerentes e responsáveis pelas atividades dos estabelecimentos agropecuários”, disse Antonio Carlos Florido, coordenador técnico do Censo Agropecuário.

Quanto à idade, houve redução na participação dos mais jovens entre os produtores: a proporção de menores de 25 anos passou de 3,30% em 2006 para 2,03% em 2017; a faixa de 25 a menos de 35 anos saiu de 13,56% para 9,49%; e os de 35 anos a menos de 45 anos diminuíram de 21,93% para 18,29%. Ao mesmo tempo aumentou a proporção de produtores mais velhos: de 45 anos a menos de 55 anos (de 23,34% para 24,77%); de 55 anos a menos de 65 anos (de 20,35% para 24,01%); e de 65 anos ou mais (de 17,52% para 21,41%).

Segundo Florido, o fenômeno é explicado pelo envelhecimento da população e pela falta de sucessão no comando das propriedades, com os jovens migrando para outras atividades.

Do total de produtores, 15,5% declararam que nunca frequentaram escola; 29,7% não passaram do nível de alfabetização, e 79,1% não foram além do nível fundamental. Além disso, 1.163.354 produtores (23,05%) declararam não saber ler e escrever. Apenas 0,29% dos produtores (14.449) frequentaram mestrado ou doutorado, e 5,58% (281.606) cursaram ensino superior. A maioria dos produtores se autodeclara de pele preta (422.595 pessoas ou 8% do total) ou parda (2.242.993 ou 44% do total); Os produtores que se autodeclaram de pele branca são 2.291.153 pessoas ou 45% do total. Os indígenas são apenas 1% dos produtores, 56.183 pessoas, enquanto os de pele amarela totalizam 0,6%, 33.463.

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