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A CNI e a FGV mostram o recuo da construção civil

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e a Sondagem da Construção, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostraram o enfraquecimento de um dos mais importantes segmentos da atividade econômica, responsável por cerca de 40% dos investimentos em capital fixo e pelo emprego de milhões de trabalhadores. Nos dois levantamentos, evidencia-se não só a queda do nível de atividade e do emprego, como a redução dos índices de confiança dos empresários na retomada.

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2014 | 02h04

Segundo a CNI, o ritmo de atividade da construção é o menor desde 2009, quando a pesquisa foi iniciada. Todos os indicadores mostraram queda entre agosto e setembro. Numa escala em que os 50 pontos separam o otimismo do pessimismo, as expectativas relativas a compras de insumos e matérias-primas registraram 47,5 pontos; ao número de empregados, 47,7 pontos; ao nível de atividade, 48,4 pontos; e a novos empreendimentos e serviços, 48,5 pontos. Os índices de evolução efetiva foram ainda piores: o nível de atividade ficou em 43 pontos; a atividade em relação à usual, em 41,4 pontos; e o uso da capacidade instalada cedeu de 69%, em julho, para 67%, em agosto. A queda do índice relativo ao número de empregados, para 43,5 pontos, alimenta o temor de demissões.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV recuou 12,3% entre os últimos 12 meses e os 12 meses anteriores e é o menor da série histórica, superando muito a queda de agosto (-9,9%). No ICST, o índice de expectativas caiu mais que o da CNI, de -11,7%, em agosto, para -16,8%, em setembro. Pelo critério de situação atual, houve declínio abrupto em setembro, com o índice trimestral caindo de -6% para -11,3%. Das 702 empresas consultadas, 25,6% acusaram diminuição da atividade e apenas 16,2% constataram aumento da atividade no trimestre julho/setembro.

A atividade da construção civil reflete a demanda de moradia, edifícios comerciais e investimentos em obras de infraestrutura. É um bom indicador da saúde da economia. E esta, como se vê no último Boletim Macro do Ibre, da FGV, está patinando. Entre o segundo e o terceiro trimestres, caíram o PIB industrial, o PIB agrícola, o investimento, as exportações e as importações. O consumo das famílias cresceu apenas 0,2% e o consumo do governo aumentou 1,2%. A construção civil, com queda trimestral de 0,9% e projeção de -5,2% entre 2013 e 2014, segundo o Ibre, puxa o PIB para baixo.

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