'A condição mudou e a rentabilidade deve melhorar'

CENÁRIO

O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2014 | 02h10

Depois do tombo dos últimos anos nas exportações de móveis, provocada pela valorização do real em relação ao dólar, os fabricantes do setor projetam para este ano um avanço nas vendas externas por causa da desvalorização do câmbio. Em 2014, as exportações deverão crescer entre 15% e 20% em consequência da reação no câmbio, prevê o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Daniel Lutz.

"Estamos sentindo uma reação nas vendas externas pelas consultas recebidas por polos moveleiros", diz ele. Entre os principais importadores de móveis brasileiros estão os Estados Unidos, a Europa, com destaque para Alemanha e Inglaterra, e também a Argentina, que passa por uma crise cambial.

Segundo Lutz, a valorização do real em relação ao dólar levou à queda nas exportações. As vendas externas, que já bateram a casa de US$ 1 bilhão por ano em 2001 e 2002, hoje estão na casa de US$ 500 milhões.

A Lafer, fabricante de poltronas reclináveis e que e está há 40 anos no mercado externo, projeta para este ano crescimento entre 10% e 15% nas exportações. Segundo o diretor industrial da empresa, Percival Lafer, os Estados Unidos estão respondendo mais rápido e as exportações para Europa não recuaram porque, apesar da crise, o principal cliente é a Alemanha, que está bem relativamente a outros países europeus. Em 2013, as vendas externas da empresa ficaram estáveis em relação às do ano anterior.

Com o real valorizado, nos últimos tempos a empresa estava trabalhando sem rentabilidade, conta Lafer. "Agora as condições mudaram e a rentabilidade deve melhorar um pouco."

O empresário explica que a estratégia da empresa é diferente das concorrentes e que não está relacionada com o sobe desce do mercado porque o seu produto é peculiar. Por esse motivo, a fabricante de móveis exporta metade da produção e tem mantido essa fatia, mesmo com margens comprimidas. "Nossas exportações seguem uma rotina, independentemente das relações de mercado."

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