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A confiança em jogo na gestão

Betania Tanure, Especialista em gestão de empresas e pessoas e professora da Puc Minas

Cátia Luz, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

O que marcou a gestão de empresas em 2010?

Até 2008, em um ambiente de economia em expansão, todas as companhias ostentavam o discurso de que as pessoas é que faziam a diferença no desempenho da empresa. Com a crise, várias deixaram claro que o discurso não era de fato um valor, ao escolher a demissão de funcionários como primeira opção para sair da dificuldade. Em 2010, passada a tormenta, a volta do crescimento colocou em destaque a relação das pessoas com a organização.

O que ficou mais evidente?

Nesse ano, nem dinheiro, nem acesso à tecnologia representaram dificuldades para as empresas que tinham bons projetos. O grande diferencial foi contar com pessoas preparadas e comprometidas, num cenário de escassez de mão de obra. As empresas que se esforçaram para manter seus quadros, com redução de salário ou de carga horária, foram recompensadas porque estão mais bem preparadas para crescer. As que fizeram o contrário estão sofrendo com a saída de talentos.

Há exemplos bem sucedidos?

A mineradora Samarco, que não parou de investir em gente, conseguiu manter um alto grau de retenção nesse ano. Ou a Natura, que criou um processo eficiente de desenvolvimento empresarial baseado no desenvolvimento de pessoas.

O que fica como tendência?

As empresas vão se empenhar para construir uma relação de confiança com as pessoas, regida pela autonomia e pelo reconhecimento.

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