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A corrida pela liderança no celular

Venda da Telemig e da Amazônia Celular, que está perto de se concretizar, pode alterar o ranking brasileiro

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2029 | 00h00

O ano de 2007 será decisivo para a definição da liderança na telefonia celular no País. O desfecho da acirrada briga depende, em grande medida, do destino da Telemig e da Amazônia Celular. As duas companhias, que são controladas pelo mesmo grupo, estão prestes a ser vendidas. Vivo, atual líder de mercado, Claro, terceira colocada, e Oi, quarta do ranking, estão na disputa. A TIM, que ocupa a vice-liderança, está fora da concorrência pelas empresas. A distância entre Vivo e Claro, que era de 6,5 milhões de assinantes no terceiro trimestre de 2006, encolheu para 3,9 milhões no segundo trimestre deste ano, conforme levantamento da consultoria Teleco. A diferença da TIM para a Vivo também recuou, de 4,6 milhões para 2,7 milhões, na mesma comparação. A disputa ficou ainda mais intensa desde meados do ano, com a adoção, pela Vivo, do sistema GSM (padrão mais usado no mundo), que recolocou a operadora nas melhores condições de competição.Os planos da Claro, terceira no mercado, com 24,61%, são ambiciosos. O presidente da empresa, João Cox, diz que quer chegar à primeira posição nos próximos anos. Segundo o executivo, o crescimento será orgânico, mas não está descartada uma eventual aquisição no País. Cox não comenta a informação de que a Claro tenha feito oferta pela Telemig. Fontes confirmam, contudo, que a operadora está no negócio.Telemig e Amazônia Celular somam 4,8 milhões de assinantes. Caso a Claro leve o negócio, sobe para a primeira colocação. Se a vencedora for a Vivo, o que chegou a ser especulado nos últimos dias, aumentará a distância para as demais operadoras.Levantamento da Teleco mostra que os ganhos de mercado em 2007, na base de cliente, estão assim distribuídos: Claro (1,64 milhão de assinantes), Vivo (1,21 milhão), TIM (1,17 milhão) e outras (480 mil).O presidente da Claro explica que a empresa passou por uma mudança de gestão nos últimos doze meses, com foco na melhoria da imagem da marca e na busca da rentabilidade.Nesse setor, cada empresa procura informar que tem a liderança, conforme um indicador específico. A Vivo é líder em quantidade de clientes. A Claro tem destacado a liderença no crescimento líquido de novos assinantes. A TIM tem uma grande campanha em que mostra que é líder em receita líquida de serviços. A Oi diz ter conquistado a maior margem de geração de caixa na operação móvel. De forma geral, as empresas têm repetido que querem crescer sem sacrificar margens.O diretor de Marketing da TIM, Marco Lopes, afirma que a empresa quer crescer no mercado com rentabilidade. Ele reconhece a importância de aumentar o volume de clientes, mas afirma que a idéia é avançar com a oferta de novos serviços e de inovação. Pela primeira vez nos últimos dois anos, a Vivo voltou a ultrapassar a barreira de 30 milhões de assinantes (30,2 milhões), após um período de reestruturação, que incluiu o início da adoção do GSM.No caso da Oi, a empresa perdeu em junho passado a liderança na região em que atua (16 Estados no Sudeste, Nordeste e Norte) para a TIM, por uma diferença de 130 mil assinantes. Agora, a empresa quer recuperar o espaço perdido. O diretor de Relações com Investidores, José Luiz Salazar, explica que a empresa tem atuação regional e agora está "reagindo em termos de ofertas". "Éramos líderes e estamos brigando pela liderança, como sempre fizemos", disse.Segundo a Teleco, depois de um primeiro trimestre de baixo crescimento no País- foram 2,2 milhões de novos celulares -, o avanço foi mais forte no segundo trimestre: 4,5 milhões de celulares.

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