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A crise da indústria é mais grave em São Paulo

Com peso dominante na produção industrial brasileira, o Estado de São Paulo mostrou em julho, nos 7 primeiros meses do ano e nos 12 meses até julho, resultados inferiores à média nacional, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A crise da indústria atinge, assim, uma das áreas mais dinâmicas e tecnologicamente mais desenvolvidas do País, afetando investimentos, reduzindo empregos qualificados e valorizados e alimentando a recessão.

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2015 | 02h23

A produção de alimentos, veículos, reboques e carrocerias, equipamentos de informática, artigos eletrônicos e ópticos, máquinas e equipamentos, metalurgia e têxteis caiu de 10% a 46% entre julho de 2014 e de 2015. A crise na indústria paulista é generalizada e afeta toda a economia do Estado, reduzindo emprego, consumo e arrecadação.

Entre junho e julho, enquanto a produção industrial brasileira caía 1,5%, a de São Paulo diminuiu 1,8%; entre julho de 2014 e julho de 2015, as quedas nacional e paulista foram, respectivamente, de 8,9% e 12%; e nos últimos 12 meses, comparativamente aos 12 meses anteriores, o recuo foi de 5,3% no País e de 8,5% em São Paulo.

A indústria paulista, que há 20 anos detinha 49% da produção industrial, caiu para 43% em 2009, chegando em 2012 a 40,3%, segundo dados das contas regionais. E, segundo o boletim do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a perspectiva é de novas quedas na participação da indústria de São Paulo (em 2013, a produção industrial do Estado já caíra 6,2% e a do País, 3,1%). Isso se explica não apenas pela guerra fiscal e pela tendência – que deve ser vista como salutar – de expansão do setor em outras regiões, mas pelo declínio generalizado do setor secundário no País. “A indústria está encolhendo no Brasil”, resume o Instituto.

Em quase todo o País o setor de manufaturas apresenta dados muito negativos. No mês, regiões industriais dinâmicas foram atingidas, como Paraná (-6,3%) e Santa Catarina (-2,4%). Em períodos mais longos, destacam-se as quedas no Amazonas, Ceará e Rio Grande do Sul. Nos últimos 12 meses, apenas em quatro Estados (Espírito Santo, Pará, Mato Grosso e Goiás) houve alta, sob influência dos setores extrativo, de álcool etílico e agroindustrial. 

Hoje, a melhora da indústria parece depender do avanço das exportações, mas esse não deve ser um processo rápido.

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