Coluna

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A crise do emprego industrial

ANÁLISE: Rogério César de Souza

O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2014 | 02h05

A evolução do emprego na indústria brasileira nos primeiros sete meses do ano vai se caracterizando como a pior na série histórica do IBGE, iniciada em 2001. De fato, com exceção de 2009, ano da crise internacional, a retração de 0,7% do número de ocupados na indústria em julho em relação ao mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal) intensificou ainda mais o resultado negativo acumulado no ano (-2.6%).

Após um longo período de câmbio valorizado, deparando-se com mercados externos enfraquecidos e altamente concorridos, arcando com altos custos de produção, sofrendo com a forte concorrência das manufaturas importadas no mercado doméstico e apresentando baixa produtividade, a indústria nacional vai amargando mais um ano de encolhimento do emprego, consequência direta da queda de sua produção, a qual também fechará 2014 "no vermelho".

Para mudar esse quadro, é necessário "atacar" velhos e conhecidos pontos: reforma e simplificação da estrutura tributária; geração de investimentos públicos eficientes e eficazes em infraestrutura; reforma da legislação trabalhista para atualizar e simplificar sua regulação; ajustes na política cambial e de juros para atender às necessidades de competitividade e de financiamento dos setores produtivos. À indústria brasileira cabe aumentar significativamente sua produtividade e sua capacidade inovadora.

A crise do emprego industrial é o aspecto mais visível do momento difícil pelo qual a indústria vem passando - momento que vai reverberando cada vez mais nos demais setores da economia.

* Economista do Iedi

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