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'A crise no Brasil acabou', afirma professor da Unicamp

Economista considera que é possível manter o crescimento médio de 2,2% na produção industrial a cada mês

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

31 de agosto de 2009 | 13h24

Empolgado pelo crescimento de 2,2% da produção industrial em julho em relação a junho, o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp Júlio Sérgio Gomes de Almeida considera que "a crise no Brasil acabou".

 

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Para Gomes de Almeida, no Brasil "foram recompostas as forças dinâmicas da economia - consumo e crédito - e o investimento ainda não, mas ele vai voltar". Segundo o especialista, a alta da produção industrial em julho "tira qualquer dúvida sobre a recuperação da indústria".

 

Ele destacou que 2,2% é um avanço de magnitude expressiva, é a sétima expansão consecutiva e foi generalizado por todas as categorias de uso e vários ramos da indústria, "É um crescimento que tem sustentabilidade. Só peca por um problema: ainda não é suficiente para compensar o tombo que a gente levou no fim do ano passado. É uma recuperação lenta para o tamanho da queda, que foi grande demais", disse.

 

De acordo com Gomes de Almeida, se a indústria continuar crescendo 2,2% nos próximos meses em relação aos anteriores, em dezembro já terá voltado ao nível de setembro. "A gente está nadando, nadando, nadando, para, se tudo correr bem, chegar no mesmo lugar".

 

O economista considera que é possível o Brasil continuar com crescimento médio de 2,2% na produção industrial a cada mês na série com ajuste sazonal, devido ao aumento do crédito e do consumo. "A exportação vai melhorar também até o fim do ano, simplesmente porque caiu demais. Não é para soltar foguete", disse. Ele comentou que ainda tem dúvidas se a crise acabou no exterior. "Se vier uma nova rodada de crise, aí a recuperação fica adiada", disse.

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