'A Elo é uma criança brigando com gigantes'

Aos 63 anos - 45 deles no mercado financeiro -, Jair Scalco assumiu a empreitada de conduzir uma startup (nome que se dá para empresas que estão em estágio inicial). Ele é presidente da Elo, bandeira de cartões criada por Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo Scalco, após quase dois anos de operação, a bandeira já é a terceira em número de cartões emitidos no mercado brasileiro (12 milhões). Mas ainda está longe das principais concorrentes em volume de transações. Em 2013, ele tem a missão de quase dobrar a participação de mercado da Elo, de 2,5% para 4,5% e diminuir a distância das multinacionais que lideram 0 setor.

O Estado de S.Paulo

25 de março de 2013 | 02h08

Qual é a estratégia da

Elo para ganhar mercado?

Nossa meta para este ano é aumentar a oferta de produtos e, com isso, ganhar mais espaço. Quando a Elo começou a operar, tínhamos apenas duas funções nos cartões: crédito e débito. Hoje, já oferecemos serviços como crediário, por exemplo. Agora, estamos focados em chegar ao mesmo número de produtos dos nossos concorrentes até o fim do ano. O cartão Elo ainda não é aceito em outros países, mas estamos trabalhando em parcerias que permitam esse uso.

Ter grandes bancos como sócios ajuda em quê?

Somos beneficiados principalmente por uma rede de distribuição robusta, já que os três bancos têm presença no Brasil inteiro. Mas a estrutura da empresa foi desenvolvida do zero: o chip e os sistemas de liquidação, por exemplo, foram criados pela equipe da Elo.

O sr. fez carreira em empresas como o Bradesco. Como é estar à frente de uma startup?

Literalmente, é como ter um filho, porque a Elo ainda é uma criança brigando com gigantes.

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