À espera de balanços nos EUA, bolsas asiáticas caem

Ações da Japan Airlines (JAL), a maior companhia aérea da Ásia, terminam estáveis e Tóquio perde 0,8%

estadao.com.br,

19 Janeiro 2010 | 08h13

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira, 19, com as empresas exportadoras prejudicadas pela valorização do iene e sob os efeitos dos rumores do pedido de concordata da companhia aérea Japan Airlines (JAL), a maior da Ásia. Os investidores, no entanto, já esperavam o anúncio e ficaram à espera da agenda forte do dia, que inclui divulgação de balanço de grandes empresas dos EUA. 

 

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio recuou 0,83%. A bolsa da Coreia do Sul registava leve queda de 0,09%. Às 7h40 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne bolsas de valores da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, caía 0,4%.

 

Em Taiwan, a perda foi de 1,07%. Nesta terça-feira, o Banco Central de Taiwan elevou o juro interbancário para conter excesso de liquidez, seguindo os passos da China. O índice Hang Seng de Hong Kong, com alta de 1,02%, seguia na contramão.

 

O projetado fechamento da JAL, um dos mais icônicos nomes corporativos do Japão, deixou de afetar o sentimento dos investidores, pois já fora precificado, disse Hikaru Sato, analista da Daiwa Securities. "Muitos investidores querem ver como vão sair os balanços das instituições financeiras dos EUA nesta semana e como eles vão afetar as bolsas dos EUA." Citigroup e Morgan Stanley devem divulgar seus balanços do quarto trimestre nesta semana.

 

Ações da JAL terminam estáveis

 

As ações da JAL terminaram estáveis, em meio à crescente tensão, uma vez que se esperava para esta terça-feira o pedido de concordata da empresa. A Bolsa de Tóquio planeja excluir a ação se a Enterprise Turnaround Initiative Corp., organização apoiada pelo Estado japonês, decidir reduzir o capital da empresa em 100%. "Se isso acontecer, a JAL provavelmente será negociada a 1 iene amanhã", disse um trader. A ação fechou em 5 ienes e o volume negociado permaneceu robusto em 409 milhões de ações.

 

(Com Agência Estado e Reuters)

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