José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

À espera de corte de juros, ações de bancos têm queda na Bolsa de São Paulo

Banco Central deve iniciar nesta quarta-feira um novo ciclo de cortes na taxa Selic; banco central dos EUA também deve mudar política monetária

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 13h10

Com o mercado em compasso de espera pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, fatores pontuais movimentaram os ativos até agora nesta quarta-feira, 31. Após os últimos pregões em alta, a moeda norte-americana recuava 0,87%, chegando a R$ 3,7582, às 13h.  Contribuiu para esse resultado a queda predominante da moeda americana no exterior em relação a outras divisas emergentes ligadas a commodities, após o desfecho sem acordo de mais uma rodada de conversas comerciais entre EUA e China, que devem ser retomadas em setembro.

Na Bolsa, o recuo, no mesmo horário, de 0,67% do Ibovespa (102.239,87 pontos) é ditado, principalmente, pela queda nas ações do setor financeiro. Em uma dia de provável corte de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, as ações do setor financeiro são afetadas pela leitura macroeconômica de que a Selic, a taxa básica de juros, menor pode significar queda na rentabilidade dessas instituições, o que leve os agentes a realizarem um pouco de lucros acumulados com os papéis.

No exterior, o clima é de cautela e os ativos têm movimentos laterais, à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), às 15h, e da entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell. A aposta majoritária do mercado e de analistas consultados pelo Estadão/Broadcast é de corte nos juros de 0,25 ponto porcentual.

Ações de bancos têm perdas

Além do efeito da expectativa de corte nos juros, as ações de bancos estão em queda desde a terça-feira, ainda repercutindo os balanços trimestrais de instituições privadas. Além disso, Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, aponta que há uma migração de papéis do setor, que já divulgou resultados, para outros que ainda não e que podem se beneficiar com o corte de juros, como varejo e construtoras.

Outros analistas apontam ainda que há cautela no setor de bancos tendo em vista o anúncio que a Caixa fará nesta tarde de redução de juros. No fim desta manhã, o Itaú Unibanco PN caía 1,93%, Bradesco ON recuava 1,74% e PN perdia 1,61%. Santander Unit recuava 1,17%. No setor de construção, Even ON sobia 1,64% e Gafisa ON, 0,46%. No varejo, Natura avançava 2,23% e CVC, 1,76%.

A ação da CSN se destacou entre as maiores altas do Ibovespa nesta manhã, após reportar resultados sólidos, com números fortes no setor de mineração, de acordo com analistas. O papel, que chegou a subir mais de 4%, arrefeceu os ganhos e, no começo da tarde, subia 1,77%, com especialistas destacando que a ação já está bastante esticada.

 

 

 

Desemprego recua, mas País ainda tem 12,8 milhões de pessoas em busca de trabalho

A taxa de desemprego atingiu 12% no segundo trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na manhã desta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, são 12,8 milhões de brasileiros em busca de emprego.

Comparada com o primeiro trimestre, a taxa de desemprego recuou 0,7 ponto porcentual (12,7%). Na comparação com o mesmo período de 2018 (12,4%), houve queda de 0,4 ponto porcentual.

Contratos de petróleo têm ganhos, depois de resultados dos EUA

Os contratos futuros do petróleo ampliaram ganhos após a divulgação de que os estoques nos Estados Unidos foram reduzidos em 8,496 milhões de barris na semana encerrada no dia 26, bem acima do previsto por analistas de mercado.

No fim da manhã, o petróleo WTI para entrega em setembro negociado na Nymex, em Nova York, avançava 1,21% para US$ 58,75 o barril, enquanto o petróleo Brent para outubro na ICE subia 1,18% a 65,39 o barril. / Daniela Amorim, Bruno Caniato, Niviane Magalhães e  Luciana Xavier

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