À espera de dados econômicos, Bovespa tem dia morno

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em leve alta nesta segunda-feira, mas sem força para alçar novos recordes diante da expectativa por dados importantes que saem mais para a frente na semana. A fraqueza das bolsas norte-americanas também seguraram o mercado. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bovespa - encerrou o dia com ganho de 0,42%, a 46.207 pontos, perto do recorde de 46.452 pontos, registrado na última quinta-feira. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - exibiu discreta baixa, pressionado pela alta do preço do petróleo, devido a preocupações com o programa nuclear do Irã, e por declarações do ex-chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, que afirmou que a economia norte-americana pode entrar em recessão até o fim deste ano. "Essa semana vão ser divulgados indicadores (norte-americanos) que poderão sinalizar isso (possibilidade de recessão)", comentou Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor. A agenda conta com Produto Interno Bruto, dados do mercado imobiliário e de inflação. "O mercado financeiro sempre exagera, no otimismo e no pessimismo. Eu acho que ele está exagerando nessa questão do otimismo, principalmente nos preços das commodities", complementou. DestaqueO Ibovespa acumula alta de cerca de 4% este ano, que se soma ao ganho de quase 300% dos últimos quatro anos. O destaque do dia ficou por conta das ações da Arcelor Brasil, que subiram 3,46%, para R$ 50,90 reais, com o sexto maior giro individual, acompanhando o movimento das ações da matriz e também na expectativa pela resposta da Mittal Arcelor à exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que eleve o preço da oferta aos minoritários, que deve ser dada até terça-feira. Na semana retrasada, a CVM determinou que a Arcelor Mittal pague R$ 51,27 por cada ação da Arcelor Brasil. A empresa tinha oferecido 12,1184 euros, cerca de R$ 33, por ação da unidade brasileira, mas os minoritários julgaram o preço injusto. Já entre as principais quedas ficaram as ações preferenciais da Telemar, que cederam 1% depois que o UBS Pactual reduziu a recomendação dos papéis para "neutra" citando falta de sinais de melhora dos resultados operacionais no curto prazo e de governança corporativa, entre outros. A instituição, no entanto, manteve a recomendação de "compra" para as ordinárias, que subiram 2,11%. "Uma possível nova reestruturação corporativa ou eventual mudança em direção à consolidação entre concessionárias brasileiras de linha fixa ou possivelmente a venda direta da companhia poderiam ser positivos para as ações com direito a voto", afirmou o UBS Pactual em relatório.

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