Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

À espera de decisão do banco central americano, Bolsa avança e dólar cai

Federal Reserve anuncia decisão de política monetária às 17h; otimismo no cenário externo é positivo para ativos brasileiros

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 12h25

O tom positivo dos mercados acionários do exterior atinge o principal índice acionário da Bolsa de Valores local, que tenta emplacar o segundo dia consecutivo de alta. A magnitude do avanço mais uma vez dependerá das notícias internacionais, em especial dos Estados Unidos, já que o banco central americano divulgará, nesta quarta-feira, às 17h, sua decisão sobre as taxas básicas de juros, os Fed Funds.

Às 11h54, a Bolsa subia 0,47%, aos 87.021 pontos. Já o dólar operava em baixa de 0,21%, cotado a R$3,8954.

A expectativa é que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve o juro pela quarta vez seguida este ano. Contudo, o foco maior deve recair sobre o comunicado do Fed e da entrevista do presidente da instituição, Jerome Powell, em meio ao debate acerca da desaceleração da economia mundial, especialmente dos EUA.

"Esperamos um movimento de menor aversão ao risco com a sinalização 'dovish' (com menos ímpeto de elevar as taxas de juros) da política monetária futura do Federal Reserve, o que favoreceria os mercados acionário e de commodities", avalia em nota o economista-chefe da GO Associados, Eduardo Velho.

Mesmo em meio ao noticiário considerado desfavorável envolvendo a família Bolsonaro, o analista Álvaro Frasson, da Necton Investimentos, observa que isso é insuficiente para contaminar os negócios na Bolsa. Espera-se que ocorram nesta quarta-feira, 19, a apresentação e depoimento de Fabrício de Queiroz, ex-assessor e motorista do filho e senador eleito Flávio Bolsonaro, ao Ministério Público do Rio.

Conforme o analista da Necton, o que importa para o mercado é se o novo presidente fará ou não a reforma da Previdência. "Para ganhar um pouco mais de força, o Ibovespa depende do noticiário no campo político, quando tiver mais clareza da reforma da Previdência quando tiver avanço no projeto de votação da cessão onerosa da Petrobrás", cita.

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