À espera de nova queda de juro nos EUA, Bovespa sobe

Com os investidores estrangeiros de volta às compras, a bolsa de São Paulo fechou em alta de 1,97%

Agência Estado,

28 de janeiro de 2008 | 18h25

Um índice ruim divulgado nesta segunda-feira, 28, nos Estados Unidos reforçou as apostas de corte mais elevado na taxa básica de juros do país no encontro desta semana do banco central norte-americano (Federal Reserve) e favoreceu o fechamento em alta da Bolsa de Valores de São Paulo. Com os investidores estrangeiros de volta às compras, a Bovespa fechou em alta de 1,97%. Até mesmo as ações da Vale, que foram castigadas durante todo o dia, melhoraram no final e favoreceram um fechamento mais robusto da Bolsa.  O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de 56.360 pontos (-1,92%) e a máxima de 58.721 pontos (+2,19%), para fechar com variação de +1,97%, aos 58.593,8 pontos. No mês e no ano, o índice ainda acumula queda, de 8,28%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,199 bilhões (preliminar). Às 18h18, o Dow Jones subia 0,53%, o S&P tinha elevação de 0,75% e o Nasdaq avançava 0,15%.  A Bovespa abriu em baixa, influenciada pela queda da Ásia e Europa, que recuaram temendo os efeitos da crise norte-americana sobre as demais economias do globo e também o a ação do Fed no encontro que termina na quarta-feira. O dado ruim de vendas de imóveis novos, no entanto, deu uma luz aos negócios, mesmo após ter revelado uma queda de 4,7% em dezembro para a taxa anual de 604 mil unidades, em base ajustada sazonalmente, o menor nível em 12 anos. Os economistas previam alta de 1,2% para 655 mil unidades, e isso serviu para justificar o crescimento das apostas de um corte maior na taxa básica de juros, de 0,50 ponto porcentual que, se confirmado, trará a taxa norte-americana para 3% ao ano. Embora tenha sido acusado de estar "atrás da curva", os especialistas apostam que a mão forte do BC dos EUA em cortar os juros agressivamente é uma das medidas necessárias para impedir os EUA de entrar em recessão - ou tirar o país e o mundo o mais rapidamente possível dela.  De volta às compras, o estrangeiro buscou os papéis da Petrobras, que subiram 6,47% as ordinárias (ON, com direito a voto) e 5,38% as preferenciais (PN, sem direito a voto). Vale do Rio Doce foi beneficiada, mas a operação de compra da Xstrata ainda deixa os investidores desconfiados e, com isso, as ações têm sofrido. Vale ON, +0,26% e Vale PNA, +0,69%.

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