À espera do Copom, Bolsa fecha no patamar máximo

A expectativa de um corte maior de juros pelo Copom animou os investidores. A alta foi de 3,41%

21 de janeiro de 2009 | 18h21

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou no patamar máximo do dia, em 38542 pontos, com alta de 3,41%. A expectativa de um corte maior de juros nesta quarta-feira, 21, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) animou os investidores. A maioria dos analistas espera uma redução da Selic, a taxa básica de juros, de 0,75 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 13% ao ano. Mas um corte maior, de um ponto porcentual, não é descartado.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    A expectativa de um corte maior de juros nesta quarta-feira, 21, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) animou os investidores. A maioria dos analistas espera uma redução da Selic, a taxa básica de juros, de 0,75 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 13% ao ano. Mas um corte maior, de um ponto porcentual, não é descartado.   Outro fato que trouxe alívio aos mercados, principalmente nos Estados Unidos, foi o resultado melhor do que o esperado divulgado pela IBM nos EUA. Além disso, a companhia também disse que espera obter em 2009 um lucro de pelo menos US$ 9,20 por ação, enquanto as apostas indicavam US$ 8,75 por ação.   Os papéis da IBM subiam 11,21% às 18h11. No mesmo horário, o Dow Jones registrava alta de 2,83%, o S&P, de 3,28%, e o Nasdaq, de 3,38%, embalados também pela trégua nas perdas do setor bancário. Bank of America foi um dos destaques de ganhos, com mais de 26% de elevação no mesmo horário. As preocupações sobre a saúde das instituições financeiras, tanto nos EUA quanto na Europa, entretanto, ainda não foram dissipadas.   Na Europa, contudo, não foram todas as bolsas que conseguiram engatar uma recuperação nesta quarta-feira, apesar de alguns papéis do setor bancário terem subido. Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,77% e fechou com 4.059,88 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,67% e fechou com 2.905,57 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 teve alta de 0,50% e fechou com 4.261,15 pontos.   Mercado interno   No Brasil, a Bovespa subiu influenciada sobretudo por Petrobrás, com ganhos acima de 5%. A principal referência a esse papel, o petróleo, também avançou: na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex), subiu 6,64%, para US$ 43,55. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou hoje que o Conselho de Administração da Petrobrás vai se reunir no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira para definir o plano estratégico da companhia, que deverá ser anunciado com detalhes na segunda-feira da semana que vem. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) fecharam com alta de 5,68% e as preferenciais (PN, sem direito a voto) em 5,20%.   Os investidores foram às compras não só de Petrobrás como também da outra blue chip, Vale, e de papéis de bancos, na expectativa do que decidirá hoje o Copom. As apostas majoritárias recaem sobre um corte de 0,75 ponto porcentual, o que, segundo o analista da Máxima Asset Patrick Corrêa, já está embutido nos preços das ações. "Se isso acontecer, é positivo, mas a Bolsa retoma seu ritmo habitual de acompanhar o mercado acionário externo. Mas, se houver uma redução de um ponto, certamente teremos uma euforia", afirmou. A conferir amanhã.  

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