À espera do Copom, dólar sobe e bolsa cai

O dólar comercial encerrou o dia cotado com uma alta de 0,59%, cotado a R$ 2,718. A Bovespa voltou a cair, empurrada basicamente pela expectativa de novas altas das taxas de juros no Brasil. A Bolsa paulista encerrou o pregão em baixa de 1,74%, com 24.089 pontos. O movimento financeiro ficou em R$ 1,300 bilhão. Com a queda de hoje, a Bovespa acumula perdas de 8,04% este mês. A Bovespa também sofreu hoje os efeitos da alta nas cotações do petróleo. Principalmente no período da manhã, quando o óleo voltou a se aproximar dos US$ 50 o barril. A partir das 15 horas, no entanto, o mercado de petróleo virou e as cotações começaram a cair. A reação do petróleo acabou influenciando as bolsas em Wall Street, que às 18h15 operavam em alta de 0,54% (Dow Jones) e de 0,69% (Nasdaq). Mas não impediu mais um dia de baixa para a Bolsa doméstica. Os preços do petróleo atingiram pela manhã os seus níveis mais altos das últimas sete semanas, pressionados pelo temor de um frio mais rigoroso nos Estados Unidos, a possibilidade de um novo corte de produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o receio de ataques às instalações petrolíferas do Iraque, cujas eleições estão marcadas para 30 de janeiro. À tarde, declarações de delegados da Opep de que a organização não cortará a produção, se os preços permanecerem nos atuais níveis elevados, ajudaram a neutralizar a pressão inicial. Em Nova York, o petróleo para fevereiro subiu até US$ 49,50 na máxima, e encerrou estável, cotado a US$ 48,38 o barril. Em Londres, o Brent para março projetou alta de 0,80%, para US$ 45,39.

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