A febre das lojas de bolos caseiros

O conceito é recente - as primeiras empresas do gênero surgiram há cerca de quatro anos -, mas o período foi suficiente para que as lojas de bolos caseiros se tornassem onipresentes nos bairros de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2014 | 03h14

Os baixos custos de implantação e de estrutura, a facilidade de produção e a própria aceitação dos bolos explicam o sucesso e o motivo de o modelo continuar atraindo empreendedores, especialmente aqueles interessados no primeiro negócio. "O investimento não é tão alto e o produto é barato e acessível a todas as classes sociais", explica Renata Frioli, sócia da Bolo à Toa, uma das empresas pioneiras no mercado.

O bom momento da Bolo à Toa, criada em 2011, pode ser resumido pelo número de bolos vendidos por mês - cerca de 12 mil nas duas unidades da empresa, nos bairros de Pinheiros e Itaim - e no plano de expansão de Renata, que inclui a inauguração de mais uma loja na capital e outra no interior até o fim de 2014. Um detalhe interessante é que as unidades são próprias, já que a empresária prefere não adotar o sistema de franquias em seu planejamento.

A Casa de Bolos é outra que ajudou a consolidar o segmento de bolos caseiros. Criada em 2010, em Ribeirão Preto, a empresa foi idealizada pelos filhos da família Ramos para dar uma ocupação para a mãe, Sônia. A boa aceitação do produto, porém, fez com que outras pessoas da família abrissem novas lojas e a evolução para o sistema de franquias foi algo natural. Atualmente a rede vende 350 mil bolos mensalmente em suas 102 unidades - sendo oito delas próprias.

A expansão e o volume de vendas desses negócios transformaram o segmento na bola da vez dos empreendedores, tanto que novas lojas surgem a todo momento. Mas isso não tira o sono de quem já atua no segmento. "É natural que empresas inovadoras atraiam atenção e que surjam concorrentes. Para nós é muito importante para que nos mantenhamos no rumo e atentos. O que nos diferencia para que possamos continuar no negócio, no longo prazo, é manter a qualidade acima de tudo", avalia Eduardo Ramos, da Casa de Bolos.

Novidades. Um exemplo de quem ainda busca espaço nesse mercado é a Casa do Bolo Caseiro, que resolveu apostar em um sistema de entrega nas regiões de Alphaville, Carapicuíba, Tamboré e Barueri. Em operação desde abril de 2013, a empresa, idealizada pelo casal Cristina da Silva Santos e Marcos Antônio dos Santos, comercializa em média 600 bolos por mês e tem conquistado um nicho interessante de mercado, o corporativo, já que metade das entregas é feita em empresas da região de Alphaville.

Também sem loja física, a Meu Bolo Caseiro inovou com um sistema de assinatura na cidade de Cuiabá (MT). Os pacotes podem ser fechados por telefone ou pelo site e custam a partir de R$ 32, valor que garante a entrega de dois bolos por mês. A empresa consumiu um investimento inicial de R$ 30 mil e, em menos de três meses de funcionamento, já tem 40 assinantes fixos, comercializa 200 bolos por semana e fatura R$ 20 mil por mês. "Muitos clientes pedem a loja física, mas acredito que, sem o fator inovação, o processo de crescimento da empresa seria mais lento", afirma Laura Burttet, uma das sócias.

Combinação entre baixo custo de implantação e

demanda aquecida faz surgir novo mercado em SP

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