A gaúcha Bibi foca no mercado doméstico

O empresário Marlin Kohlrausch, presidente da Calçados Bibi, fabricante gaúcha de Parobé, comemorava na última terça-feira a inauguração da 22.ª loja da grife de calçados infantis, aberta em Brasília. Daqui até o final do ano serão mais cinco unidades, em Salvador, Belo Horizonte, Belém, Rio de Janeiro e uma segunda em Brasília. No ano que vem, a previsão é de que outras 20 ou 25 unidades sejam inauguradas. "Nossa meta é chegar a 100 franquias nos próximos cinco anos", diz Kohlrausch.

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2010 | 00h00

Segundo ele, crescer no mercado nacional por meio de franquias foi a saída encontrada pela Bibi para driblar a queda nas exportações provocada pela valorização do real. "O câmbio está acabando com a nossa competitividade", diz Kohlrausch.

Atualmente, a Bibi embarca 15% da sua produção, de 3,2 milhões de pares por ano, para mais de 60 países. Há três anos, a participação das vendas externas na Bibi, que fechou 2009 com faturamento de R$ 100 milhões, era de 25%. Um dos principais focos de expansão é o mercado de São Paulo, onde a Bibi ainda não atua com pontos de vendas personalizados - seus produtos são vendidos apenas em lojas multimarcas. "Devemos estrear em São Paulo no ano que vem", diz Kohlrausch.

Líder com 10% do mercado de calçados infantis entre os consumidores das classes A e B, Kohlrausch está reforçando seu portfólio de produtos para essa faixa de consumidores, com uma linha fashion, assinada pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga. Os calçados dessa nova linha de grife, que terá dez modelos com motivos infantis, custarão cerca de 15% a mais em relação aos tradicionais da Bibi, que deve registrar um crescimento de 15% nas vendas em 2010.

IMÓVEIS COMERCIAIS

Locação está mais difícil em São Paulo e no Rio

Está difícil para empresas ou particulares alugar escritórios em São Paulo. De acordo com um levantamento da consultoria imobiliária anglo-americana Newmark Knight Frank, que avaliou os 156 principais edifícios comerciais da capital paulista, a taxa de vacância no terceiro trimestre ficou em 9,54%. Apesar de estar bem acima de seu nível mais baixo, de 3,8%, atingido no início de 2008, essa taxa é um fator de preocupação para os locatários. "Quem busca três andares de escritórios num edifício comercial, por exemplo, tem de suar bastante para encontrar um local disponível", diz Carlos Pacheco, presidente da consultoria, que credita o fenômeno a uma combinação entre a menor disponibilidade de imóveis novos e a demanda gerada pela retomada econômica. Consequência: no eixo da Faria Lima, a região mais cara da cidade, o preço do metro quadrado locado praticamente dobrou nos últimos três anos, de R$ 70 para R$ 135. No Rio de Janeiro, a situação é ainda mais complicada: apenas 2% dos imóveis comerciais estão disponíveis.

IMPORTAÇÃO

Pão de Açúcar compra mais enfeites de Natal na Ásia

Um milhão e seiscentos mil enfeites natalinos estarão à venda nas lojas do Grupo Pão de Açúcar a partir da terça-feira da semana que vem. A quantidade corresponde a um aumento de 20,22% na comparação com as encomendas feitas para o Natal de 2009. A maior parte dos fornecedores é da China e de Hong Kong. Segundo Marcelo Nogueira, gerente comercial do grupo, a expectativa é de que as vendas cresçam 30% em valores neste Natal, diante do aumento do poder de consumo da classe C. Além da procura por produtos mais sofisticados, a rede aposta ainda em artigos na cor roxa, que devem desbancar os enfeites verdes e vermelhos na decoração das casas brasileiras neste ano.

EXPANSÃO

Coelho da Fonseca amplia rede e aumenta vendas

O boom imobiliário, o aumento da oferta de crédito e da renda da população levaram a imobiliária Coelho da Fonseca, uma das líderes do mercado paulista, a investir R$ 7 milhões para abrir novos escritórios e ampliar sua atuação no País. Este ano, a Coelho da Fonseca já inaugurou seis unidades na cidade de São Paulo e fechou duas parcerias com imobiliárias locais nas cidades de Brasília e do Rio de Janeiro para atuar no nicho de imóveis de alto padrão. "O interior de São Paulo também está no nosso foco", diz Fernando Sita, diretor geral de vendas da Coelho da Fonseca. Segundo Sita, até o final do ano, deverão ser abertas mais duas operações em São Paulo, uma na capital e outra em Campinas. Para o próximo ano, a ideia é entrar em duas novas capitais, Belo Horizonte e Vitória. Com a expansão, a empresa estima fechar 2010 com um crescimento de 80% nas vendas, atingindo a marca de mais de R$ 3,2 bilhões em negócios realizados.

PESQUISA

Cresce digitalização dos emergentes

Aparelhos que permitem acessar a internet, como PCs, notebooks e smartphones, já estão presentes em 66% das residências da classe média emergente. De acordo com a pesquisa "Conheça a nova classe média digital", realizada pela agência de marketing Razorfish, em parceria com o portal Terra no Brasil, na Argentina e no México, os desktops já são encontrados em 40% dos lares da nova classe média digital. Já os laptops estão em 3% das residências e os smartphones em 23%.

TELECOMUNICAÇÕES

Canadense Bridgewater quer aproveitar boom

Atraída pelos projetos de expansão da rede de telecomunicações brasileira, que deve receber pesados investimentos por conta da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, a canadense Bridgewater Systems, provedora de tecnologia para o setor, pretende instalar um escritório no Brasil até o primeiro semestre do ano vem. O endereço mais provável da empresa, o primeiro na América Latina, é o Rio de Janeiro. A Bridgewater desembarca com uma conta em seu portfólio de clientes - a da Embratel, controlada pelo bilionário mexicano Carlos Slim.

CARTEIRA RECHEADA

US$ 1,1 bi

é o valor total de negócios que deverão ser fechados nos próximos 12 meses por 116 empresas brasileiras que participaram do Sial 2010, uma das maiores feiras do setor de alimentos do mundo, encerrada ontem em Paris

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