Werther Santana/Estadão
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Juros

E-Investidor: Esperado, novo corte da Selic deve acelerar troca da renda fixa por variável

‘A gente acaba não contando com o dia seguinte’

Para Adalberto Santos, 'você sabe que não pode ficar esperando pela ajuda, mas toda ajuda é bem vinda'

Douglas Gavras, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2020 | 05h00

“Por aqui na ocupação, a gente sobrevive porque todo mundo se ajuda muito. O terreno fica no alto desse morro, a subida é difícil, mas a vista compensa. A gente nunca ficou esperando as coisas caírem do céu, todo mundo sempre se esforçou para ter uma casinha.

Fizemos uma horta comunitária, comecei a criar porcos e compramos frutas em um terreno vizinho, para dividir com todo mundo. Às vezes, também ganhamos cestas básicas que ajudam a matar a fome. Funciona mais ou menos assim: você sabe que não pode ficar esperando pela ajuda, mas toda ajuda que vem é bem-vinda.

Quando falaram que ia ter esse auxílio do governo, fiquei empolgado, mas imaginei que muita gente que precisa iria ficar de fora desse benefício. A gente que trabalha sem carteira assinada acaba aprendendo a não contar muito com o dia seguinte.” 

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