A hora da virada
Conteúdo Patrocinado

A hora da virada

Para muitos empreendedores, pivotar é a saída quando a situação está desfavorável para os negócios. E as mulheres são excelentes nisso

Dell, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

26 de julho de 2021 | 08h00

Não é de hoje que se sabe que qualquer crise social tem um impacto muito maior nas mulheres do que nos homens. E não foi diferente agora na pandemia da covid-19, em que diversas pesquisas mostraram que elas sentiram o peso de ser multitarefa, lidando de maneira intensa com a sobrecarga do home office, dos cuidados da família e do lar.

“Muitas mulheres, sobretudo as negras, entram para o empreendedorismo em momentos difíceis, quando enfrentam o desemprego e a adversidade ou ao não se adaptarem à lógica de mercado que as exclui”, explica Amanda Dias, jornalista, especialista em economia e criadora do Grana Preta, um programa de emancipação econômica que oferece soluções voltadas para micro e pequenos empreendedores. “Mais do que uma necessidade de sobrevivência, elas precisam criar um espaço saudável para elas e suas famílias, em que consigam se dividir e cuidar tanto da vida pessoal quanto profissional.”

Mas e quando a mulher já tem um negócio em andamento? O que fazer quando as coisas começam a dar errado? “Pode ser preciso pivotar. E, para isso, tem que desapegar”, conta Natalia Titos, CEO na B.girl Brasil.

Pivotar é um termo muito usado no meio das startups. É um neologismo, que vem do verbo to pivot, em inglês, que significa girar. A ideia aqui é mostrar que tem hora em que é preciso dar um giro de 180 graus no negócio e encontrar um novo caminho, muitas vezes totalmente diferente do que a empresa estava seguindo.

É o caso da própria Natalia. Ela e a sócia, Iris Rocha, eram donas de uma confecção de biquínis com uma proposta interessante: atender meninas nesta transição para mulheres adultas. “Começamos e, em pouco tempo, formamos uma comunidade de adolescentes clientes que se tornaram embaixadoras da marca”, explica.

Mudança no rumo dos negócios

Embora o negócio estivesse indo bem, a pandemia derrubou as vendas. “Quem queria comprar biquínis?”, na fala da própria Natalia. E as sócias viram uma oportunidade de se aproximar das clientes fiéis e entender o que, de fato, elas estavam querendo naquele momento. “Marcamos bate-papos virtuais, entrevistamos mais de 600 meninas”, conta ela. O resultado desse estudo informal foi surpreendente e mudou totalmente o rumo do negócio. “O que percebemos é que elas estavam com a saúde emocional frágil, passando por momentos de ansiedade, solidão, baixa autoestima. Isso já acontece nesta fase da vida em que elas estão; porém, o cenário da pandemia intensificou os problemas”, explica Natalia.

Foi quando ela e Iris viram ali uma oportunidade, que desenvolveram com o apoio de um programa de aceleração. “A B.girl não vende mais biquínis. O que temos agora é uma empresa de tecnologia voltada à saúde mental de meninas adolescentes, com oficinas, mentorias e grupos dirigidos.”

Plataformas e redes de apoio ao empreendedorismo são peças-chave para auxiliar essas mudanças. Para Amanda Reis, trabalhar a mente das mulheres é o mais importante. “Muitas não têm formação voltada para os negócios e não encontram por perto a orientação necessária para isso.” É aí que entram programas como o Grana Preta e o DWEN, rede de capacitação de mulheres empreendedoras para o crescimento de seus negócios por meio do poder da tecnologia, da expansão das redes de contato globais e do acesso ao capital. O DWEN é uma iniciativa da Dell Technologies. Como Amanda diz: “Onde tem mulher empreendedora tem multiplicação e tem potência em rede”.

Sabrina Schvarcz, proprietária da escola de balé Carla Perotti e da loja Ballerine Atelier, também encontrou apoio em uma mentoria na B2Mamy, voltada especialmente para mães empreendedoras.

Quando viu seus dois negócios com problemas durante a pandemia – as alunas não podiam fazer aulas presenciais, e a sua loja vendia exatamente artigos e fantasias para balé –, ela teve a coragem de mudar o rumo. “Em certo momento, eu me vi com os dois negócios fechados. Assim que eu pude reabrir a confecção, não tinha para quem vender, já que as escolas de dança seguiam fechadas. Passei a produzir máscaras”, conta ela. Porém, como este é um produto de tíquete médio-baixo, Sabrina foi sagaz ao procurar algo a mais que as pessoas estavam comprando naquele momento. “A resposta: pijamas! Fizemos linhas ‘mãe e filho’, ‘criança e boneca’, além de fantasias leves e confortáveis para as crianças brincarem em casa. Tem sido um sucesso”, finaliza ela.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.