A importância da boa imagem profissional na internet

Ferramentas permitem selecionar quais informações aparecem primeiro em uma pesquisa no Google

AP, O Estado de S. Paulo

27 de dezembro de 2012 | 02h05

NOVA YORK - Samantha Grossman não estava muito satisfeita com a impressão que causava ao ter seu nome pesquisado no Google. Antes de se graduar na Universidade de Syracuse, nos EUA, a escola lhe proporcionou uma ferramenta que ajuda a dar uma melhor imagem sobre sua carreira no site de busca. Agora, a primeira coisa que aparece no Google, é sua foto profissional e sua formatura com honras - isso ajudou Samantha a conquistar um emprego na área de publicidade em Nova York. "Minha preocupação é que as pessoas encontrassem minha versão verdadeira", diz ela.

Essa necessidade de "filtrar" a busca é baseada em estudos que mostram que os profissionais de RH, ao digitar um nome no Google, não vão além da primeira página de resultados. As ferramentas online disponíveis atualmente não eliminam as informações pouco lisonjeiras, mas ajudam a trazer o currículo profissional antes de outros conteúdos.

Depois de fornecer a ferramenta BrandYourself a seus formandos, a Universidade de Syracuse firmou um acordo com uma empresa nascente de três de seus estudantes para registrar contas de alunos sem nenhuma cobrança. Cerca de 25 mil pessoas têm acesso ao serviço atualmente.

Reputação. Consultorias de reputação online geralmente cobram centenas de dólares para elencar resultados, mas ferramentas como o BrandYourself baixaram esse valor para cerca de US$ 10 por mês. A empresa surgiu da necessidade seu fundador, Pete Kistler, que corria o risco de ser confundido com um traficante de drogas homônimo na internet.

Uma pesquisa realizada pela CareerBuilder com 2 mil gerentes de RH mostrou que cerca de 40% das empresas usam redes sociais para pesquisar sobre a vida dos candidatos. Um terço dos recrutadores disse ter feito algum tipo de anotação sobre a pesquisa nos currículos dos candidatos, como evidências de uso excessivo de bebidas ou de algum tipo de droga.

"Nós queremos que os nossos estudantes e ex-alunos se envolvam ativamente na construção de sua presença online", afirma Mark Presnell, diretor do centro de carreiras da Universidade Johns Hopkins.

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