Marcos Corrêa/PR
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A líderes do G-20, Bolsonaro diz que pretende dar continuidade a programa de reformas

Em tom otimista, presidente diz que 'à medida em que pandemia é superada' no Brasil, perspectivas econômicas se tornam 'mais positivas e concretas'

Célia Froufe e Fabricio de Castro, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 13h37

BRASÍLIA - Em meio a dúvidas sobre a condução de sua política fiscal, o presidente Jair Bolsonaro disse durante a reunião de cúpula do grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20), neste sábado, 21, que o governo busca prosseguir com o programa de reformas econômica. "Queremos dar continuidade ao programa de reformas estruturais para fortalecer e estimular ainda mais o crescimento sustentado do Brasil", disse ele, que participa neste final de semana da reunião, pela primeira vez conduzida virtualmente, em função da covid-19.

"À medida que a pandemia é superada no Brasil, a vida das pessoas retorna à normalidade e as perspectivas para a retomada econômica se tornam mais positivas e concretas", afirmou, em discurso distribuído pelo Palácio do Planalto.

Auxílio emergencial

Em um balanço sobre as medidas tomadas pelo governo, o presidente disse aos colegas de cúpula que o País atendeu mais de 65 milhões de brasileiros com o auxílio emergencial. Ele também afirmou que o socorro a mais de 400 mil pequenas e médias empresas preservou cerca de 12 milhões de postos de trabalho. 

"Também injetamos vultosos recursos nos estados e municípios e, desta forma, reduzimos os índices de pobreza. Com essas medidas, garantimos a sobrevivência e a dignidade de milhares de famílias brasileiras, justamente as mais necessitadas", mencionou.

Bolsonaro citou que, em conjunto, os países do G-20 injetaram mais de US$ 10 trilhões na economia mundial. Ele comentou sobre o "Plano de Ação de Apoio à Economia Global", dos ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo, e a "Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida", que suspende o pagamento do serviço da dívida aos países de baixa renda. 

"Essas medidas contribuíram para assegurar a devida liquidez aos mercados e conferir alívio fiscal aos países mais vulneráveis. Evitamos, dessa maneira, que os efeitos da pandemia fossem ainda mais devastadores", afirmou.

Reforma da OMC

Assim como já tinha feito durante a reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na última terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC) também no encontro de líderes do G-20. 

"A reforma da OMC, que já se fazia necessária antes da pandemia, torna-se, agora, elemento-chave para a recuperação da economia mundial", disse.

O Brasil, conforme o presidente, defende avanços nos três pilares da OMC: negociações; solução de controvérsias; e monitoramento e transparência. Ele também disse esperar que o Órgão de Apelação da instituição multilateral possa voltar à plena operação "o mais rápido possível". 

"Na reforma da Organização, queremos que a ambição de reduzir os subsídios para bens agrícolas conte com a mesma vontade com que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais", comparou, alfinetando principalmente países mais desenvolvidos e europeus.

Para Bolsonaro, o processo de reforma da OMC deverá contemplar o estímulo aos investimentos e a criação de condições justas e equilibradas para o comércio internacional de bens e serviços. "Por isso, proponho que nossos ministros debatam e compartilhem melhores práticas sobre como lidar com esse tema, evitando-se cair na armadilha de subsídios e políticas que distorçam o comércio internacional."

Ele disse que "não há tempo a perder" e que tem a certeza de a atitude coordenada do G-20 frente aos desafios da pandemia será, mais uma vez, fundamental para a recuperação econômica mundial. "Conto com o apoio de Vossas Excelências para darmos início às mudanças necessárias, em especial no âmbito da OMC", ressaltou. "Juntos, vamos fortalecer nossas economias e gerar mais bem-estar e prosperidade a nossas populações."

'Vencendo a pandemia'

Sobre o avanço da covid-19 e seus impactos na saúde e economia, Jair Bolsonaro disse que o grupo das 20 maiores economias do planeta tem vencido incertezas, dificuldades logísticas e desinformação em relação à pandemia. 

 


Bolsonaro lembrou que, durante a última reunião extraordinária de líderes em março, houve o comprometimento de tomar todas as medidas necessárias para combater a pandemia e, ao mesmo tempo, proteger e estimular a economia global, além de assegurar que se evitasse a interrupção dos fluxos de comércio e das cadeias produtivas globais, buscando promover a cooperação internacional. 

"Embora longe do ideal, estou convicto de que estamos obtendo êxito nessas iniciativas", disse.

Ele salientou que, juntos, os membros do grupo superam uma das mais graves crises sanitárias da história recente. "Estamos vencendo as incertezas, as dificuldades logísticas e, inclusive, a desinformação."

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