Hélvio Romero|Estadão
Hélvio Romero|Estadão

A menos de uma semana do Natal, 32,4% do varejo de São Paulo está com estoque acima do ideal

Levantamento da Fecomércio mostra que, no caso dos estoques considerados inadequados, houve expansão de 0,8 ponto porcentual em comparação a novembro

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 18h48

O estoque de 32,4% dos varejistas de São Paulo está acima do ideal, conforme apurou a FecomercioSP. Faltando menos de uma semana para o Natal, os estoques não estão ajustados e, para 16,0% dos empresários, o nível de produtos na loja é insuficiente. Ao todo, 51,5% dos varejistas estão insatisfeitos com o nível de produtos disponível nas lojas.Para quem está com sobra, o risco é ter mais um ano de produtos encalhados e, para quem não conseguiu encher as prateleiras, existe a possibilidade de perder vendas na data mais aquecida do ano para o varejo.

O Índice de Estoques elaborado pela entidade ficou em 103,0 pontos na medição de dezembro, com queda de 2,0% ante os 105,1 pontos registrados em novembro e retração de 2,9% ante os 106,1 pontos de dezembro do ano passado. Esse recuo dos estoques em nível adequado foi provocada por bons motivos, alega a FecomercioSP, especialmente em função dos estoques abaixo do desejado.

"A parcela de empresas com estoques abaixo do desejado atingiu o maior patamar desde maio do ano passado, resultado do aumento das vendas, embora em dezembro também tenha havido avanço dos estoques elevados", afirma a entidade, em nota. A FecomercioSP avalia que o aumento nos estoques elevados se deve à proximidade das festas de fim do ano, com empresários aumentando o volume para atender a demanda.

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O indicador de estoques acima do desejado tem sido o mais resistente à recuperação econômica em curso, aponta a FecomercioSP.

"Os empresários permanecem, equivocadamente, com projeções de vendas excessivamente otimistas. A Federação entende que, em parte, a ansiedade dos varejistas em vender mais é compreensível após três anos de quedas dos negócios, porém, é indicado que se aproveite esse período de recuperação econômica para a adequação dos estoques", explica a entidade.

O Indicador de Estoques da FecomercioSP varia de uma escala que vai de zero (inadequação total) a 200 (adequação total). A entidade elabora o balanço mensalmente, a partir de entrevistas com aproximadamente 600 comerciantes de São Paulo.

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Intenção de compra. De acordo com uma sondagem feita FecomercioSP com consumidores, 60% dos paulistanos pretendem dar presentes neste Natal, 3 pontos porcentuais acima do registrado em 2016 e igual ao patamar de 2014. O levantamento foi realizado com 1.115 consumidores no município de São Paulo nos dias 11 e 12 de dezembro.

Sobre a quantidade de presentes, 46% dos entrevistados respondeu que pretende comprar até três produtos, uma queda na comparação com 2016, quando o percentual foi de 52%. "Praticamente não houve alteração no percentual referente de 4 a 5 presentes, que saiu de 29,4% em 2016 para 30% em 2017. E neste ano haverá um número maior de pessoas de presenteará com mais de seis presentes, 23% agora contra 17% no ano passado", destacou a FecomercioSP, em nota.

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O setor de vestuário, calçados e acessórios continua como o mais procurado, com intenção de comprar de 65,5% dos entrevistados. Seguido pelo setor de brinquedos, com 30,1%, perfumes e cosméticos com 17% e celular com 4,8%.

"Quando perguntado com quem pretende gastar mais com o presente, em primeiro lugar vem os filhos com 27%, seguido da mãe com 22% e muito próximo do namorado com 20,5%. Os pais são os últimos da lista e perdem até para os parentes e amigos, 20% contra 3%", revela a FecomercioSP.

Meio de pagamento. Se confirmada a sondagem, mais da metade (69%) dos paulistanos deve pagar pelo presentes à vista com cheque, dinheiro ou cartão de débito.

Mas a FecomercioSP destaca que na sondagem feita com lojistas, tradicionalmente após o Natal, é comum apurar que o meio de pagamento mais utilizado foi o cartão de crédito. Segundo a pesquisa com consumidores, 31% devem gastar nesta modalidade.  /COLABOROU CAIO RINALDI

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