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''A minha vida já melhorou''

Depois de 6 meses, muitos são readmitidos

Márcia De Chiara, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

10 de agosto de 2009 | 00h00

Boa parte dos trabalhadores que estão sendo contratados pelas indústrias hoje são os mesmos que perderam o emprego no fim do ano passado, quando a crise financeira se acirrou.Os operários Edilson Cassiano Ferreira, de 42 anos, e Rodolfo Biazone Mariz Pereira, de 23, eram empregados temporários da Valeo Iluminação até o fim de 2008, quando a empresa decidiu dispensá-los por causa da queda na venda de faróis para as montadoras.Com a demissão, Ferreira, que mora na zona Sul, perto da fábrica da Valeo, foi fazer um bico numa empresa de logística, na zona Norte. Ganhava metade do que recebia quando estava na indústria. "Nunca vi crise tão forte", diz.Pereira, seu colega, procurou uma agência de empregos. Conseguiu uma colocação temporária como auxiliar administrativo para ganhar 30% menos. A agência que o indicou acabou levando uma parte do primeiro salário a título de comissão. "Acabei atrasando as duas prestações da moto", conta Pereira. "Viver quatro meses sem trabalho seguro foi difícil."Em maio, quando as encomendas da indústria automobilística melhoraram, a autopeças chamou ambos de volta como temporários. Na semana passada, Ferreira e Pereira estavam felizes: foram contratados como funcionários efetivos. Com mais segurança no emprego, eles fazem planos. "Mais para frente, vou comprar um carro", diz Ferreira. "Vou juntar dinheiro para comprar uma casa", conta Pereira.Maria Elizabeth Duarte, de 32 anos, é outra operária que não esconde o contentamento. "A vida já melhorou", diz ela. Em julho, Maria Elizabeth foi efetivada para trabalhar na linha de produção de eletrodomésticos da fábrica da Whirlpool, em Rio Claro (SP), após ter sido contratada como temporária em abril. Com o aumento das vendas de eletrodomésticos pelo corte no IPI, a cearense conseguiu quase dobrar os rendimentos. "Em Fortaleza, vendendo roupas, tirava R$ 400 por mês."

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