A mobilidade está só no começo

Laboratório pesquisa aplicações como vídeo e localização geográfica

O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Susie Wee quer entender como as pessoas nas diferentes partes do mundo usam o vídeo móvel. "A mobilidade não se restringe ao telefone celular", explicou Susie, diretora do Laboratório de Sistemas Móveis e Mídia da HP. "As pessoas são móveis." Escolhida uma dos 40 maiores inovadores com menos de 40 anos pela ComputerWorld, ela tem 25 patentes registradas e mais de 25 aguardando registro. A maioria delas em compressão de imagem."A Europa está à frente dos Estados Unidos em mobilidade, e a Ásia à frente da Europa", disse a pesquisadora, filha de coreanos. "O vídeo móvel vai acontecer, mas ainda é preciso desenvolver mais capacidades." O laboratório comandado por Susie fez uma pesquisa com homens e mulheres de 14 a 47 anos, nos Estados Unidos e na Inglaterra. A conclusão foi de que a maioria assiste vídeos de comédia e desenho animado em seus aparelhos móveis, com duração de 15 a 20 minutos."Muitos assistem os vídeos na cama", apontou Susie. "Para as pessoas em nosso laboratório no Japão, o resultado não fez sentido. Lá eles não passam muito tempo na cama. Não existe muito espaço e muitas vezes a cama é um futon." A idéia é estender a pesquisa para países da Ásia, para ter um panorama mais completo."Na Ásia, algumas pessoas conhecem muito bem a tecnologia", afirmou Susie. "Os jovens não usam mais correio eletrônico, só mensagens de texto. Isso também tem a ver com o modo de vida. No Japão, algumas pessoas passam duas ou três horas por dia no trem."Um dos projetos do laboratório se chama Mediascapes, que combina conteúdo de vídeo com tecnologia de localização. Eles fizeram um jogo em que o objetivo é escapar da Torre de Londres, para ser jogado no próprio local, usando computadores de mão. "Combinamos a experiência digital com o mundo físico", explicou a diretora do laboratório. "Temos um kit de desenvolvimento disponível, para quem queira criar novos Mediascapes."E o que faria com um orçamento infinito? "Em primeiro lugar, construiria uma infra-estrutura para que todos tivessem acesso", apontou Susie, animada com a hipótese. "Depois, investiria em serviços de tradução. Mais de um terço da blogosfera, por exemplo, está em japonês. Para alguns lugares, a tradução poderia ser automática. Em outros, existem muitas pessoas disponíveis, que poderiam fazer esse trabalho."

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