A partir de julho, corretoras terão que traçar perfil do investidor

Regra já existe nos bancos de varejo e visa ampliar a segurança do mercado financeiro nacional 

Roberta Scrivano, do Economia & Negócios,

23 de fevereiro de 2010 | 13h28

A partir de julho os investidores que quiserem iniciar aportes por meio de corretoras de valores terão de preencher um questionário de Análise de Perfil do Investidor (API, também conhecido pela definição em inglês suitability), segundo determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para analistas do mercado, porém, poderá haver atraso nesta implementação. A medida já foi instituída nos bancos de varejo no início deste ano e visa ampliar a segurança das movimentações no mercado financeiro nacional.

Especialistas explicam que, com o preenchimento desta análise, tanto o cliente quanto a instituição que está oferecendo os produtos ficam mais protegidos. Os primeiros porque, teoricamente, não escolherão produtos que tenham um nível de risco acima do que foi definido como o seu perfil. As instituições, por outro lado, evitam ser acionadas por investidores que eventualmente tenham perdas.

 Rosaline Nunes, vice-coordenadora da Comissão de Distribuição de Produtos de Varejo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), órgão que insituiu a regra nos bancos de varejo, explica que este procedimento já é comum nos países da Europa e nos Estados Unidos. "A API chega ao Brasil com o intuito de ajudar o varejo e o mercado financeiro a evoluir", salienta.

Nas corretoras, a implementação do suitability está a cargo da Associação Nacional das Corretoras de Valores Câmbio e Mercadorias (Ancor). Procurada, a Ancor não teve disponibilidade para atender a reportagem.

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