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A pressão dos serviços sobre a inflação

A inflação de agosto teve forte influência do setor de serviços. Dos nove setores pesquisados pelo IBGE para a apuração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cinco registraram aumento e, desses, quatro foram influenciados pelos serviços (habitação, saúde, despesas pessoais e educação). Esse fato chamou a atenção para o comportamento do IPCA, que aumentou 0,44% no mês e 8,97% em 12 meses.

O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 03h12

A inflação do setor de serviços passou de 7,58% nos 12 meses terminados em julho para 7,81% no período anual até agosto. Embora vários fatores tenham influído nesse resultado, alguns analista avaliam que a alta em agosto foi episódica.

O economista Bernard Gonin, da Rio Gestão de Recursos, pondera que houve uma mudança metodológica do IBGE na apuração dos preços da mão de obra para reparos e dos trabalhos domésticos, o que pode ter pesado na inflação de serviços a partir de maio. Contudo, além desses dois itens, houve alta também nos preços cobrados por médicos, dentistas, manicures e cabeleireiros, por exemplo.

Contribuíram para isso o aumento dos preços dos aluguéis, reajustados de acordo com normas contratuais, a elevação de mensalidades escolares no segundo semestre, bem como das taxas mensais de condomínios, além da remarcação de preços de produtos, de modo geral. Notando que a inflação de serviços vem desacelerando, embora num ritmo que poderia ser mais intenso, o economista Fábio Romão, da LCA Consultores, observa que “há muita herança do passado atrapalhando a desaceleração”, como a indexação de contratos. Entre os fatores que retardam a queda da inflação, ele cita também a melhora na confiança do consumidor, já sensível no mercado, que pode ter encorajado prestadores de serviços a elevar sua margem de remuneração, comprimida no longo período de recessão.

Muitos pequenos e médios empresários, como donos de bares e restaurantes, afirmam que não têm mais meios para manter baixos os preços de seus serviços, por causa da alta dos produtos que utilizam. Isso afetou o preço de refeições fora de casa, já pressionado pelo aumento de impostos sobre bebidas. 

Agora, os preços dos serviços tendem a ficar em linha com a tendência de queda gradual da inflação. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação, por exemplo, teve alta de 0,23%. Se esse resultado prevalecer para setembro, será o melhor para o mês desde 2009.

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