A queda generalizada da produção industrial

Foi generalizada, tanto em novembro como na comparação anual, a queda da atividade da indústria, segundo os indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, até novembro, o recuo alcançou 10 dos 14 locais pesquisados e, no mês, 7 locais. Outros levantamentos indicam que a queda da indústria persistiu em dezembro.

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2015 | 02h05

São Paulo, com elevado peso relativo no setor secundário, puxou para baixo os indicadores, com queda de 2,3% entre outubro e novembro; de 9,9% na comparação entre os meses de novembro de 2013 e de 2014; e de 5,9% em 12 meses, comparativamente aos 12 meses anteriores. Também foi forte a recessão industrial em Minas Gerais (-8,5% na comparação entre novembro de 2014 e de 2013), no Paraná (-8%, pelo mesmo critério) e no Rio Grande do Sul (-6,5%), em todos os casos bem acima da média do País (-5,8%).

No acumulado dos últimos 12 meses, Pará, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás tiveram aumentos da produção entre 3,6% e 8,6%. Além disso, o comportamento da Região Nordeste foi bem superior à média nacional, com queda de apenas 0,1%.

O recuo, segundo analistas, atingiu quase 90% dos segmentos industriais analisados pelo IBGE. Em São Paulo e Minas Gerais, destacaram-se veículos automotores, reboques e carrocerias; automóveis, caminhões e autopeças; máquinas e equipamentos como motoniveladoras e retroescavadeiras; além de produtos alimentícios, em especial açúcar cristal e refinado. No Rio de Janeiro, outro Estado com forte peso industrial, a queda foi liderada pelos farmoquímicos e farmacêuticos, veículos automotores, automóveis, caminhões e chassis com motor para ônibus ou caminhões. E no Amazonas, onde a comparação com novembro de 2013 foi a mais desfavorável (recuo de 16,9%), pesou o enfraquecimento da produção de motos.

Mais do que os problemas de demanda, a indústria mostra baixa competitividade em relação aos produtos importados - apesar da desvalorização mais intensa do real nos últimos meses, até agora essa situação se alterou pouco.

Alguns indicadores confirmaram a tendência negativa, segundo a área econômica do Bradesco. É o caso do consumo de eletricidade medido pela carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) e do recuo da produção de papelão ondulado. Esses elementos reforçaram a expectativa de que a indústria voltou a cair em dezembro.

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