A questão não é mexer no superávit primário, diz Martone

O empenho do governo Lula em obter do FMI uma nova postura em relação ao superávit primário, deixando de contabilizar como despesas os investimentos em infraestrutura, não é a saída para resolver os problemas de caixa para que o País volte a crescer com a ajuda do Estado, segundo análise feita pelo economista Celso Martone, da USP, em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. Para ele, a relação dívida-PIB ainda é muito alta para se falar em redução do superávit primário. "Seria muito mais saudável se o governo conseguisse, através de medidas, inclusive legislativas, desatrelar um pouco os gastos correntes, as vinculações orçamentárias etc, e transferir estes recursos para os investimentos, sem a necessidade de mexer no superávit primário", aconselhou.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 07h26

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