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A recessão será mais forte, avalia a FGV

Se o Banco Central prevê queda de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, como consta do Relatório de Inflação divulgado na semana passada, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, estima um recuo de 1,8%, segundo o Boletim Macro Ibre de junho. "Para quem esperava razão para otimismo nessa virada de semestre, é melhor não procurar apoio nos resultados dos indicadores conjunturais recém-divulgados", afirmam os economistas Regis Bonelli, Armando Castelar Pinheiro e Silvia Matos, responsáveis pelo boletim - um estudo dividido em capítulos escritos por especialistas conhecidos.

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 06h32

Além da redução do PIB, as previsões para este ano são de uma inflação de 8,9%, perda de renda dos trabalhadores, déficit na conta corrente do balanço de pagamentos de 4,5% do PIB, pressão dos juros reais elevados sobre o endividamento público e, afinal, um desempenho econômico medíocre também em 2016.

A contração do PIB estimada para o trimestre abril/junho é de 1,6%, mas o ritmo da queda cairá para 0,1%, no terceiro trimestre, e, "mantidas as tendências atuais, o PIB só voltará a crescer no último trimestre deste ano (0,2%)".

Nas projeções do Ibre, o consumo das famílias cairá 1,1% neste ano; o consumo do governo, 1,2%; a formação bruta de capital fixo cederá 7,1%; a importação será 6,1% menor; e a exportação crescerá apenas 1,2%. Só o PIB da agropecuária deverá crescer (2,8%), prevendo-se queda de 6,7% da indústria de transformação (e alta de 7,4% da extrativa), recuo de 2,9% da construção civil e de 1,1% dos serviços. A taxa média de desemprego de 2015 deverá ser de 8,1% (+1,3 ponto porcentual em relação a 2014) e a estimativa de queda da renda real é de 3%.

Cai a renda e também o consumo, afetando setores que pesam muito no PIB: a crise no setor automotivo deverá contribuir, isoladamente, para 0,5 ponto porcentual da queda do PIB neste ano, segundo reportagem recente do Estado.

No boletim da FGV, Silvia Matos nota que "as perspectivas para a economia mundial ainda continuam muito incertas" e que a economia doméstica, "nos últimos meses", continuou "em processo de deterioração". A demanda interna deverá se contrair mais que o PIB, devido ao ajuste macroeconômico. E há "um grande desafio no curto e no médio prazos na área fiscal". O cumprimento da meta de superávit primário de 1,2% neste ano e de 2% em 2016 "é missão quase impossível".

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