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A recuperação do comércio externo dos países do G-20

Única exceção no grupo foi o Reino Unido, cujas trocas internacionais de mercadorias diminuíram

Editorial Econômico, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2021 | 05h00

A recuperação do comércio internacional das 20 maiores economias do mundo (G-20), iniciada no terceiro trimestre de 2020, alcançou níveis recordes no primeiro trimestre deste ano. Estatísticas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que as exportações desses países cresceram 8,0% na comparação com o trimestre anterior e as importações, 8,1%. A depreciação do dólar e a alta dos cereais e óleos vegetais (em parte estimulada pelo dólar mais fraco) desempenham um papel relevante na expansão do comércio e na recuperação econômica, o que igualmente estimula as trocas internacionais.

A única exceção no grupo foi o Reino Unido, cujas trocas internacionais de mercadorias diminuíram, tanto do lado das exportações (redução de 5,7%) como das importações (-10,5%) na comparação com o último trimestre de 2020.

As commodities de origem agrícola registraram alta de mais de 10% nas suas cotações em comparação com o trimestre anterior. Os preços dos metais, de sua parte, estão próximos dos níveis mais altos desde 2011. Países exportadores desses bens, como o Brasil, estão sendo diretamente beneficiados pelas altas. A OCDE calcula que as exportações brasileiras cresceram 14,7% no primeiro trimestre de 2021. Argentina, Austrália e África do Sul alcançaram resultados ainda mais expressivos (alta de 33,3%, 17,5% e 17,3%, respectivamente).

Mas não são apenas os preços das commodities agrícolas que estão em alta no mercado mundial. A cotação média do petróleo subiu aproximadamente 35% no primeiro trimestre, o que resultou no crescimento de 10,8% das exportações do Canadá, de 13,1% das da Rússia e de 12,4% das vendas externas da Indonésia.

A expansão do consumo de determinados produtos eletrônicos estimulada pelas medidas restritivas exigidas pelo combate à pandemia resultou na alta da demanda de semicondutores e de circuitos integrados, o que resultou tanto na alta dos preços como na escassez desses itens.

Os efeitos desse fenômeno foram diversos. Grandes exportadores desses itens, como os Estados Unidos, tiveram expansão apreciável de suas exportações. França e México, grandes exportadoras de autos, que dependem de semicondutores, tiveram desempenho bem inferior à média do G-20.

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