A sustentabilidade da saúde no Brasil
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A sustentabilidade da saúde no Brasil

Global Forum discutiu como usar experiência da pandemia para sanar deficiências do setor

Instituto Lado a Lado, Estadão Blue Studio
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17 de outubro de 2021 | 07h30

A pandemia de covid-19 colocou os sistemas de saúde em todo o mundo sob os holofotes e evidenciou tanto suas deficiências como as brechas de oportunidades para a superação desses problemas. As falhas estruturais foram expostas ao público, mas também ocorreram experiências de cooperação entre os setores público e privado e o uso de novas tecnologias.

Para debater esses temas, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) organizou entre os dias 6 e 8 de outubro a terceira edição do Global Forum – Fronteiras da Saúde. O evento online teve 25 horas de programação, em 17 painéis sobre desafios do setor no pós-pandemia, saúde comunitária, incorporação de novas tecnologias e propostas para o financiamento dos sistemas, especialmente sobre quem vai pagar a conta e como vai pagar.

Dos 64 painelistas convidados, sete foram internacionais, que falaram de suas experiências e visões em discussões para impulsionar o Brasil a atuar na busca pela sustentabilidade dos sistemas de saúde, tanto público como privado. Os convidados do exterior entraram ao vivo desde Estados Unidos, Holanda, Peru e México. O objetivo foi ir além do debate de ideias, gerando uma agenda propositiva para o País.

O economista-sênior do Banco Mundial, Edson Araújo, que mediou painéis sobre os desafios econômicos do setor, elogiou a pluralidade do evento, que reuniu representantes da classe médica, da academia, da indústria e de entidades de classe, além de formuladores de políticas públicas. Esses convidados, segundo Araújo, trouxeram “perspectivas amplas e sem prejulgamentos ou ideologias definidas”.

Para a médica infectologista Luana Araújo, a maneira como o Brasil enfrentou a pandemia do novo coronavírus evidenciou uma das deficiências do nosso sistema de saúde, que é o foco na atenção terciária, em locais de tratamento agudo de forma medicamentosa. “Outros países construíram uma força de atenção primária” comparou.

Ao mediar o painel sobre como o uso de dados e informações estatísticas pode auxiliar na gestão de políticas mais comunitárias de saúde, Erno Harzheim, ex-secretário da Atenção Primária do Ministério da Saúde, ilustrou uma das grandes dificuldades para que o País alcance o desejável acesso universal com integralidade e equidade. Segundo lembrou, o Brasil consome 9% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com saúde, mas apenas 4% é destinado ao sistema público. “E 85% da população faz uso dele”, destacou.

O público que desejar assistir às palestras e aos debates ou conhecer mais detalhes sobre o Forum, seu convidados e o Instituto Lado a Lado pela Vida pode acessar o conteúdo pelo site www.globalforum saude.com.br.


Como usar as novas tecnologias?

O Global Forum tem como diferencial a definição de um tema para ser esmiuçado por um grupo de trabalho (GT). Essa equipe faz uma radiografia do assunto e apresenta num ‘discussion paper’ as alternativas que poderão ser válidas para influenciar as políticas públicas e os investimentos privados do setor.

“Eventos assim abrem caminhos para ampliar o acesso a novas tecnologias na saúde pública, como por exemplo na oncologia”, afirma Gabriela André Prior, diretora médica da Daiichi Sankyo Brasil.

O tema escolhido para 2021/2022 é a incorporação de novas tecnologias. Esse GT tem a coordenação do Centro de Regulação e Democracia do Insper, e o documento está na fase final de produção. O estudo abordou experiências que vão além de diagnósticos, medicamentos e tratamentos, mas incluem gestão e serviços do setor.

Segundo a professora de Direito do Insper Natalia Pires Vasconcelos, a pesquisa que norteou o ‘discussion paper’ buscou identificar os enfoques da literatura científica sobre o tema, as áreas de conhecimento que mais produzem a respeito e os desafios para a melhoria das políticas. Ela afirmou que os principais enfoques dados pelo documento estão na dificuldade de discutir os limiares de custo e efetividade das inovações e na transparência da definição de preços.

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