Hélvio Romero/Estadão
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A técnica que recupera pastagens

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é muito usada no Brasil em áreas degradadas

Tânia Rabello e Cleyton Vilarino, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2018 | 05h00

A técnica da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que é amplamente usada no Brasil para recuperar pastagens degradadas, foi reconhecida como uma importante ferramenta de sustentabilidade pelos debatedores do Fórum Estadão Agronegócio Sustentável. Para o diretor de Inovação, Biotecnologia e Pesquisa da Basf América Latina, Ademar De Geroni, é possível notar em áreas monitoradas “uma clara mudança na microbiologia do solo e maior produtividade”.

O coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho, observou a dificuldade que é levar não só a tecnologia da ILPF, como qualquer tecnologia, a áreas degradadas. “Essas áreas são degradadas justamente porque não tiveram acesso à tecnologia, seja porque estão distantes, seja porque não tiveram atenção especial do Estado”, disse.

analista Aline Aguiar, do Rabobank, lembrou que com a ILPF há benefícios sociais, com garantia de mão de obra o ano inteiro. “Com isso, se elimina a sazonalidade da força de trabalho”, continua. Ao elogiar a técnica, ela mencionou que há clientes do Rabobank que multiplicaram por oito a produtividade da área. “Em pecuária, por exemplo, a taxa de lotação aumentou de 0,5 unidade animal por hectare (UA/ha) para 8 UA/ha. Além disso, Aline comentou estudos que apontam que se 10 milhões de hectares forem adicionados à ILPF no País, não seria necessário derrubar mais nenhuma árvore para aumentar a produção.

A analista sênior comentou também que práticas sustentáveis como essas podem ser certificadas, o que é cada vez mais exigido no comércio internacional. “Alguns mercados só deram abertura ao Brasil em soja, cana e café depois de certificações”, disse. O diretor executivo de P&D da Embrapa, Celso Luiz Moretti, acrescentou que a onda digital que se vê atualmente ainda está no início e vai facilitar muito a rastreabilidade e a certificação de processos. “Isso certamente vai auxiliar na certificação dos nossos produtos lá fora”, enfatizou Moretti. 

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