A união do passado com o futuro

Em 1773, a Condessa de Home, também conhecida como "Rainha do Inferno", encomendou ao arquiteto James Wyatt a construção de uma mansão com vista para a Portman Square, em Londres. A obra deveria ser projetada exclusivamente para a diversão e o entretenimento. Depois que Wyatt foi afastado do empreendimento, seu rival, Robert Adam, foi nomeado para a função, e a Home House, como ficou conhecida, foi finalmente concluída no ano de 1776.

, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

Mais de dois séculos depois, ela foi parar nas mãos da arquiteta iraquiana baseada na capital inglesa Zaha Hadid, cujos projetos são conhecidos pelas formas ousadas. Atualmente, a Home House funciona como um clube em que se destacam o luxo, os serviços diferenciados e a privacidade.

Zara Hadid deu ao lugar seu característico estilo fluido. Na área da recepção, criou um bar que se destaca pelo aspecto futurista, por seus detalhes metálicos e pela sensação de movimento que passa aos frequentadores. Acima de tudo, no entanto, o espaço projetado por ela convida os hóspedes a se sentar e provar os coquetéis exclusivos oferecidos ali, como o Home House, uma mistura de vodca polonesa, uvas brancas frescas, menta e limão. O bar ainda oferece aos clientes uma ampla variedade de petiscos orientais, como o teriyaki de filé, o tataki de salmão e o tempurá servido em casca de caranguejo com gengibre fresco e alho.

Nas outras dependências do clube, a arquiteta iraquiana projetou uma sala de reuniões, um salão de ginástica e um spa. Todos os espaços foram montados com o que existe de mais moderno em termos de equipamentos e tecnologia.

Nos 20 quartos destinados aos hóspedes, a luxuosa decoração remete ao século XVIII. O destaque fica por conta das 120 torneiras datadas da Era Eduardiana. Grande parte dos objetos foi garimpada em antiquários da cidade.

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