Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

À venda, Via Varejo fecha lojas e mira eficiência

Dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio fechou 39 unidades e reduziu investimentos em 42,5% em 2016

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2017 | 22h22

A Via Varejo – braço do Grupo Pão de Açúcar que está à venda e inclui as marcas Casas Bahia e Ponto Frio – está em um momento de buscar eficiência, e não de ganhar escala, afirmou o presidente da companhia, Peter Estermann. Em 2016, a empresa teve uma perda líquida de 39 unidades em sua rede – fechou 47 lojas e abriu oito, segundo balanço do quarto trimestre de 2016, divulgado nesta quinta-feira, 23. 

Esse freio na expansão também reduziu os investimentos da companhia. O total aportado pela empresa em 2016 somou R$ 265 milhões, uma queda de 42,5% na comparação com o ano anterior. As aberturas de lojas consumiram R$ 5 milhões no ano passado, uma forte redução ante os R$ 110 milhões aplicados em 2015.

O processo de venda da Via Varejo já foi oficializado pelo grupo francês Casino, controlador do GPA, e tem atraído o interesse de fundos e concorrentes nacionais e estrangeiros.

Balanço. A Via Varejo teve lucro líquido de R$ 75 milhões no quarto trimestre de 2016. Trata-se do primeiro resultado divulgado pela companhia após a incorporação, em outubro de 2016, das operações de e-commerce da Cnova no Brasil, o que faz com que os dados não sejam comparáveis com os do mesmo período do ano anterior. Em 2016, a empresa acumulou prejuízo de R$ 95 milhões.

A Via Varejo reporta ainda resultados “pro forma”, que simula a incorporação da Cnova durante todo 2016 e permite a comparação com o ano anterior. Nesse cenário, o lucro líquido foi de R$ 13 milhões no quarto trimestre, contra um prejuízo de R$ 474 milhões no mesmo período de 2015. No acumulado do ano, o prejuízo líquido foi de R$ 750 milhões. 

Tudo o que sabemos sobre:
Via VarejoGPACnovaBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.