A visão da população

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Malena Oliveira, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2017 | 17h00

MARIA SANTANA, desempregada

“Vim da Paraíba para São Paulo há um ano para acompanhar meu marido, que é porteiro. Ele trabalha em dois empregos para sustentar a casa. Eu ainda não consegui nada. Está bem difícil encontrar trabalho, principalmente com isso tudo que está acontecendo aí. As pessoas falam de crise, de dificuldade, e não contratam. Eu até tinha planos de ter filho, mas do jeito que está não tem como. Vamos ter que esperar as coisas melhorarem.”

 

 

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MARGARIDA RICIOLI, dona de casa

“Em casa, somos só meu marido e eu. Os nossos dois filhos já são casados e, por isso, as contas já não são tão pesadas. O meu marido tem 63 anos e ainda não pensa em se aposentar. Ele não acha que seja a hora e também, com a situação que está o País, a gente fica inseguro sobre como vai ficar a nossa renda. Espero que no ano que vem as coisas melhorem de verdade e a economia dê condições de uma vida mais confortável para todos nós.”

 

ALEXANDER DOS SANTOS, funcionário público

“Como cidadão, eu sou otimista e acredito na melhora das condições. A crise tem que acabar, mas não acho que essa mudança virá logo, nos próximos meses. Os nossos governantes precisam ter mais consciência de que a população é diretamente afetada pelas decisões que eles tomam. Aparentemente, eles não estão se importando com isso. Todos os dias vemos notícias de esquemas e denúncias. Enquanto isso não mudar, é difícil ver uma saída.”

 

ALESSANDRA MIRRA, autônoma

“Fui demitida em julho de 2015, no ápice da crise. Tive dificuldade de me recolocar e hoje trabalho com revenda de material escolar. A procura não caiu, mas as pessoas estão trocando as marcas mais caras pelas mais baratas. A gente acha que talvez esse comportamento possa mudar com a melhora da economia, mas ainda não dá para ver isso acontecendo. Eu sou otimista, e por isso tenho investido no negócio esperando essa melhora. Que ela venha logo.”

 

EDUARDO CANJANI, empresário

“Na indústria gráfica, onde atuo, nós sentimos de cara qualquer mudança na economia. Os pedidos estavam começando a crescer quando fomos surpreendidos pelas denúncias mais recentes. O volume caiu no dia seguinte e, agora, todo mundo parou de novo, esperando o que vai acontecer. Eu só não contrato mais gente porque não sabemos o que vai acontecer no País. Amanhã pode estourar outra bomba dessas e as coisas piorarem. Difícil se planejar assim.”

 

THIAGO KUIN, empresário

“Tive que mudar o meu negócio a partir da crise, pois todas as empreiteiras da Lava Jato eram clientes. As coisas estão difíceis, mas as pessoas sabem que, com crise ou sem crise, elas não podem parar. As grandes empresas estão segurando investimentos, esperando um momento melhor, mas as pequenas empresas cansaram. Não dá mais para esperar a crise passar, a gente precisa fazer alguma coisa para continuar trabalhando.”

 

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