A volta do cachorrinho da Cofap

As luzes de cinema inibiram os cachorrinhos e todo o treino para que eles assumissem a performance de garotos-propaganda da marca de amortecedores Cofap foi por água abaixo. Mas isso aconteceu em 1990, quando os publicitários Washington Olivetto e Ruy Lindenberg criaram a primeira campanha para a marca.

, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

Para evitar problemas desta vez, os novos protagonistas dos comerciais que a agência W/ prepara para a indústria de autopeças Magneti Marelli, desde 1997 controladora da Cofap, são treinados com luz de cinema.

"Eles levam uns três meses para responder aos comandos", explica Olivetto. "Por isso, enquanto esperamos as estrelas estarem prontas para gravar as cenas, fizemos oito filmes de dez segundos em forma de desenho animado, com uma versão do "Cofapinho" digitalizada."

Há cerca de cinco anos fora da mídia, os comerciais com o personagem da campanha que mudou o nome da raça Dachshund no Brasil voltam no fim do mês. Primeiro em forma de desenho, para gerar expectativa. Depois, "Cofapinhos" de verdade voltarão a protagonizar os anúncios.

O slogan da campanha será o mesmo adotado 20 anos atrás: "O melhor amigo do carro e do dono do carro". A volta do personagem, segundo Olivetto, é também consequência de pedidos de vendedores e fornecedores. "O cachorrinho é uma forma de comunicação simples de os consumidores pedirem a marca na hora de trocar os amortecedores."

A primeira fase da campanha aproveitava a semelhança entre o formato dos amortecedores e o do animalzinho. Mas o cachorrinho caiu mesmo no gosto popular e os publicitários resolveram apelar a mensagens mais emocionais. Nelas, o protagonista era visto em divertidas situações, como disfarçado de cego e pedindo esmola na rua para levantar uma grana que permitisse a troca dos amortecedores do carro da família. O "Cofapinho" caiu então no gosto popular, consagrando a campanha publicitária./M.R.

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