Abamec defende criação de conselho de ética

O superintendente de Desenvolvimento da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais-Regional SP (Abamec-SP), Roberto Sousa Gonzalez, defendeu a criação de conselhos de ética pelas companhias brasileiras como um diferencial e um fator preponderante nas tomadas de decisões.Segundo ele, esse assunto não é novo no mercado internacional. Na França, há cinco anos as empresas já contratam o deontologista profissional, responsável pelos princípios e sistemas de moral da companhia. Algumas corporações norte-americanas também já estão discutindo a formação de um conselho de ética, que seria independente, sem nenhum vínculo com a empresa. Esse conselho ganhou importância após as fraudes contábeis descobertas no mercado dos Estados Unidos.De acordo com Gonzalez, o conselho de ética seria responsável pela contratação da auditoria para a companhia, enquanto o conselho de administração e o CEO ficariam com a função de contratar os serviços de consultoria. "Com isso as empresas estariam separando as atividades de auditoria e consultoria, o que contribui para a transparência."O superintendente da Abamec acredita que o conselho de ética deve ter no mínimo três membros e no máximo cinco. Esse órgão deve ser ouvido sempre que a empresa estiver em dúvida quanto a uma decisão estratégica a ser tomada. O conselho também deve ter poder de veto e mandato fixo, sendo que a destituição dos membros só poderá ocorrer em caso de má conduta, com decisão de assembléia e sempre com quórum qualificado.De acordo com Gonzalez, há uma discussão hoje sobre a possibilidade de o conselho de administração (CA) exercer a função do conselho de ética. Ele não concorda com isso porque acredita que o CA deve ter representantes dos controladores como membros, enquanto o conselho de ética não deve apresentar nenhum vínculo com os fundadores da companhia. O superintendente da Abamec participou há pouco do seminário "Resultados e Demonstrações Financeiras", realizado em São Paulo pelo IIR Conference.

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