Abdib acredita que investimentos diretos vão cair ainda mais

A Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), que reúne mais de 150 empresas da área de infra-estrutura, entre investidores, operadores e fornecedores de bens e serviços, acredita que, até o fim deste ano, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil deve cair ainda mais. Hoje cedo, a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) revisou para baixo, de US$ 10 bilhões para US$ 8 bilhões, as estimativas de entrada de IED no País este ano. Para a Abdib, a indefinição em torno das regras em diversos setores da infra-estrutura, como energia elétrica, exploração e produção de petróleo, telecomunicações e saneamento, diminui as chances do investimento direto externo aportar no Brasil. Em comunicado distribuído hoje, a entidade afirma que existem diversos países, desenvolvidos ou emergentes, que brigam por esses recursos. De acordo com o presidente da Abdib, José Augusto Marques, os setores da infra-estrutura são a principal porta de entrada para o investimento direto externo. "Quando dificultamos a implementação desses recursos, seja por indefinição prolongada de regras, por cobranças excessivas de impostos, por dúvidas quanto ao cumprimento de contratos e imprevisibilidade de rentabilidade nos negócios, deixamos de gerar crescimento e empregos", diz Marques no comunicado. De acordo com ele, somente no setor de energia elétrica, existem mais de 30 projetos de usinas hidrelétricas não iniciadas por indefinições quanto ao marco regulatório, dificuldade para obter financiamento e licenças ambientais. "No setor de telecomunicações, a queda do nível de renda do brasileiro, aliada a informações truncadas sobre reajuste de tarifas, ajudou na queda de 44% no fluxo de investimento direto ao Brasil no primeiro semestre", afirma a Abdib, que cita cifras do Banco Central.

Agencia Estado,

30 Julho 2003 | 15h04

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